Economia

Biotecnologia carece de aproveitamento na Região

  • 7 de Maio de 2010
  • 227 Visualizações, Última Leitura a 21 Setembro 2017 às 10:24
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Há conhecimento a ser produzido na Região ao nível da Biotecnologia e da Farmacologia, mas nenhuma indústria onde aplicá-lo.

A constatação é de Maria Barreto, docente do departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento da Universidade dos Açores (UAç), que acredita que um maior investimento nesta área seria uma mais-valia para os Açores, tendo em conta, por exemplo, a abundância de recursos marinhos e ao nível da flora endémica.

A docente, que coordenou a reunião do projecto BIOPHARMAC que hoje termina na UAç, explicou ao Açoriano Oriental que o conhecimento científico produzido na Região pode ser melhorado, razão pela qual assume bastante importância a realização desta reunião e a troca de know-how entre as regiões da Macaronésia, com necessidades e mais-valias diferentes entre si.

“Nós, por exemplo, estamos mais habilitados nalgumas áreas”, explica a docente. “Temos um grupo que estuda produtos naturais de plantas dos Açores e estamos a começar com estudos das algas marinhas, bactérias, organismos termófilos... O facto de constituirmos redes ajuda cada região a suprimir as eventuais falhas que possua.”

Um dos objectivos das formações em curso durante a Reunião é precisamente, explica Maria Barreto “fazer com que os alunos fiquem com a ideia de que podem criar empresas de biotecnologia, ou criar um novo medicamento a partir das nossas endémicas... São passos mais avançados, mas tem que se começar por qualquer lado.”

O Governo Regional começa a canalizar esforços para esta área, afirma a docente, salientando a criação do Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores como “um dos passos nessa direcção.”

“Porém”, indica, “o Governo Regional tem que investir mais, porque é uma área bastante importante e, sobretudo, para além de financiar a construção de laboratórios e a aquisição de materiais, tem que apostar na contratação dos jovens licenciados, em vez das bolsas precárias e mal pagas”.

A Reunião do projecto BIOPHARMAC reuniu na UAç cerca de 50 pessoas, entre alunos e professores da Macaronésia e representantes das empresas açorianas.

O Projecto BIOPHARMAC

O projecto BIOPHARMAC, financiado pelo F.E.D.E.R. / INTERREG IIIB, pretende desenvolver redes de cooperação entre regiões da Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) no âmbito da Biotecnologia e da Farmacologia.

Neste contexto, a UAç recebeu especialistas na investigação, mas também no desenvolvimento de indústrias durante os dias 5, 6 e 7 de Maio, promoveu conferências, formações e uma mesa redonda em torno da parceira entre a Ciência e Empreendedorismo.

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