Economia

Lisboa acolhe encontro anual de empresários da China e da lusofonia entre 23 e 24 de Junho

  • 6 de Maio de 2010
  • 214 Visualizações, Última Leitura a 19 Setembro 2017 às 15:15
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Empresários de oito países lusófonos, incluindo Macau, vão reunir-se em Lisboa, entre 23 e 24 de Junho, no âmbito do 6.º Encontro para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Empresários de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau e Timor-Leste ligados aos sectores automóvel, indústria farmacêutica, turismo, energias renováveis, florestas, indústria portuária, industrial e logística estarão reunidos em Lisboa num estreitamento das relações com a China e o reforço da cooperação bilateral da lusofonia, refere uma nota oficial.

São Tomé e Príncipe não participa nesta iniciativa porque não tem relações diplomáticas com Pequim em detrimento de Taiwan, um dos seus principais parceiros desde 1997.

O encontro que se enquadra no protocolo de cooperação entre os organismos de promoção comercial/câmaras de comércio, assinado em Macau em 2003, é este ano promovido pela AICEP em conjunto com o Conselho para a Promoção do Comércio Internacional da China e pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), depois de em 2009 ter tido lugar no Rio de Janeiro.

Desde a primeira edição, em 2005, a iniciativa já reuniu mais de 2000 empresas da China e da lusofonia e proporcionou a realização de 1300 bolsas de negócio e a assinatura de 60 contratos, protocolos ou cartas de intenção em sectores como a saúde, tecnologia, construção, turismo, convenções e exposições e imobiliário.

Aproveitando a realização do encontro empresarial em Portugal, Macau e a província chinesa de Guangdong vão voltar a organizar, à semelhança do que fizeram em 2009 no Brasil, acções de promoção conjunta no Porto, a 25 de Junho, e em Madrid, a 28 de Junho, para captarem parceiros para projectos na região do Delta do Rio das Pérolas e buscar novas oportunidades de negócio, disse à agência Lusa fonte do IPIM.

Aos investidores portugueses e espanhóis, os empresários de Macau e de Guangdong vão apresentar mais de uma centena de projectos que integram o plano de desenvolvimento do Delta do Rio das Pérolas, que Pequim pretende transformar num dos blocos económicos mais competitivos da Ásia Pacífico até 2020, e, por sua vez, serão dadas as conhecer aos empresários chineses as oportunidades de negócio na Península Ibérica.

O comércio entre a China e a lusofonia aumentou 93,82 por cento no primeiro trimestre para 13 082 milhões de euros face a igual período de 2009, ano em que caíram 19 por cento 45 mil milhões de euros, como efeito da crise económica mundial.

Portugal, o terceiro parceiro lusófono do gigante asiático, foi o único que conseguiu em 2009 aumentar as exportações para a China, em cerca de 24 por cento para 340,5 milhões de euros, com apostas nos vinhos, cortiça, pasta de papel, mármores, componentes automóveis, materiais de construção, minérios e petroquímicos.

Entre 2004 e 2008, o número de exportadores nacionais para o gigante asiático saltou dos 400 para 700.

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