Economia

Empresas de S. Miguel espoliadas em sua casa

  • 4 de Maio de 2010
  • 241 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 04:58
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A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores defende a criação da figura de um árbitro para regular a relação entre a empresa concessionária das SCUT´s de S. Miguel e o tecido empresarial da ilha.

Segundo Mário Fortuna, líder dos empresários, a concessão das SCUT´s criou um regime de “quase monopólio” na construção de estradas em S. Miguel e remeteu as empresas da ilha (a concessionária das SCUT´s é externa) que trabalham na mesma área para a condição de subempreiteiras e sem esperança de virem a concorrer a uma obra significativa nos próximos tempos.
 
“Não é credível o lançamento de obras significativas de construção de novas estradas em S. Miguel nos próximos anos”, disse Fortuna.

Para agravar a situação, adiantou, a entidade concessionária das SCUT´s “usa o seu poder de quase monopólio” para negociar preços e condições de pagamento, esmifrando as margens.

“Os empresários locais têm que se sujeitar às condições que lhes são impostas se quiserem manter os postos de trabalho e as empresas abertas, mas não sobreviverão por muito tempo, porque as condições são más e cada vez piores”, explicou Fortuna.

Segundo o líder dos empresários, são cada vez mais as empresas que se queixam dos contratos de subempreitada celebrados no âmbito das SCUT´s.

DI apurou, entretanto, a existência de empresas micaelenses que se queixam da imposição de prazos de pagamento que já ultrapassam os seis meses.

Por outro lado, alguns empresários de S. Miguel queixam-se mesmo de serem vítimas de “negociação de má-fé”, que terá a ver com a exigência de descontos aquando da apresentação das faturas das subempreitadas.

“Para nos forçarem a praticar os descontos, eles ameaçam deixar seguir o caso para o contencioso, o que pode significar para aí uma década na justiça...”, lamentou um empresário micaelense que falou com o DI.

Mário Fortuna defende que esta situação é tão grave que justifica uma intervenção do parlamento açoriano, “se for necessário chegar a esse nível”.

Lembra que pode ser necessário, até porque o contrato das SCUT´s prevê a exploração por três décadas, o que indicia “trinta anos de problemas”.

O líder dos empresários açorianos entende ainda que este caso das SCUT´s de S. Miguel deve servir de exemplo para toda a Região.

“Uma operação destas nunca mais deve repetir-se, porque não tem em atenção o interesse colectivo”.

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