Economia

Governo angolano vai começar a pagar dívidas às empresas já este mês

  • 27 de Abril de 2010
  • 230 Visualizações, Última Leitura a 20 Setembro 2017 às 03:49
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O ministro da Economia angolano, Manuel Nunes Junior, garantiu hoje que o Governo vai iniciar ainda este mês o pagamento às empresas, nacionais e estrangeiras, sobre quem o Estado tem pagamentos em atraso desde 2009.

O responsável angolano pela área económica, depois de um encontro com o ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, em visita de trabalho ao país, disse, em declarações à Agência Lusa, que o Governo angolano “assume o compromisso de regularizar os atrasados do ano passado”

E, sublinhou ainda Nunes Junior, vai mobilizar os recursos necessários para que esse exercício “seja feito normalmente” porque “o importante é assegurar o princípio” bem como “referir que os recursos vão ser mobilizados”.

“Isso será feito imediatamente, ainda este mês, para empresas nacionais e estrangeiras. Para todas as empresas que tenham atrasados por pagar. É esse o compromisso que o Governo vai honrar”, afirmou.

O Governo angolano, notou, “assumiu o compromisso de agora, que a vida económica começa a retomar o seu normal, tratar de pagar essas dívidas para que a vida dessas empresas possa também voltar ao normal”.

“Um dos aspectos fundamentais foi haver já um plano efectivo para a solução desse problema, o que consideramos ser tranquilizador. Essa divida será paga em tempo oportuno, para que não haja uma situação que leve ao asfixiamento dessas empresas”, disse.

Estas declarações de Manuel Nunes Junior surgem depois de na segunda-feira o ministro das Finanças português ter informado em Luanda que uma linha de crédito de 500 milhões de euros, já aprovada em 2009, vai agora ser activada para regularizar as dívidas às empresas portuguesas a actuar em Angola, com destaque para as construtoras.

Logo após o anúncio desta linha de crédito, algumas críticas surgiram nas rádios angolanas porque o pagamento estava apenas a ser direccionado, no âmbito da linha de crédito portuguesa, para as empresas lusas quando são igualmente elevados os montantes em dívida a empresas do sector da construção angolanas.

A totalidade da dívida angolana ao sector da construção ascende a mais de 2,5 mil milhões de dólares (1,88 mil milhões de euros), sendo as portuguesas e brasileiras aquelas que somam a principal fatia.

Após o encontro com Teixeira dos Santos, Nunes Junior descreveu ainda as relações entre Luanda e Lisboa como uma “cooperação excelente” nos vários domínios, mas “em particular no domínio económico”.

“Fizemos referência (durante a reunião) ao facto de 2009 ter sido um ano difícil para todo o mundo, também para Angola, não obstante o crescimento real de 2,7 por cento, sem recessão. Mas houve problemas que se colocaram sobretudo por causa da redução drástica das receitas petrolíferas”, explicou.

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