Economia

Desemprego volta a descer nos Açores

  • 22 de Abril de 2010
  • 201 Visualizações, Última Leitura a 18 Novembro 2017 às 23:26
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O número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a aumentar em Março, para 571.754 pessoas. O valor representa um aumento de 18,1% face ao final de Março do ano passado e uma subida de 1,9% face ao final do mês anterior.

A maioria dos desempregados (63,8%) está registada há menos de um ano, mas os restantes (36,2%) são desempregados de longa duração. Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o aumento do desemprego foi de 10,6% na curta duração e de 34% na longa duração.

Só durante o mês de Março inscreveram-se nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 64.381 trabalhadores desempregados, mais 17,1% que no mês anterior, mas menos 2,1% que em Março de 2009.

O «fim de trabalho não permanente», principal motivo de inscrição de desempregados, representou 36,3% das inscrições efectuadas ao longo deste mês e, na segunda posição, prossegue o motivo «despedido», com um peso de 16,4%.

O crescimento é comum aos dois géneros, homens (mais 23%) e mulheres (mais 14,1%). Já numa análise por idades, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) conclui que tanto os jovens como os adultos foram afectados (aumentos de 8,5 e 19,7%). O aumento percentual mais elevado, de 26,2%, verificou-se entre os que têm ensino secundário.

O aumento anual do desemprego teve lugar em todas as regiões do País, destacando-se o Algarve (+35,8%) e a Região Autónoma da Madeira (+33,8%).

Face ao mês anterior, o desemprego aumentou em cinco das sete regiões do País, tendo sido excepções o Algarve (-1,3%) e a Região Autónoma do Açores (-5,9%).

Quanto às profissões dos desempregados, os «trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio» são os mais numerosos (68.357), mas há também grande expressividade do «pessoal dos serviços de protecção e segurança» (65.708), dos «empregados de escritório» (56.137), dos «trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras» (51.926) e dos «operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil» (47.704).

Estes cinco grupos profissionais representavam, no seu conjunto, 52,6% do total de desempregados inscritos.

Face a Março de 2009, o desemprego aumentou em todos os grupos profissionais, com excepção dos «profissionais de nível intermédio do ensino».

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