Economia

Programas ocupacionais não convencem oposição

  • 22 de Abril de 2010
  • 222 Visualizações, Última Leitura a 23 Novembro 2017 às 07:32
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Em Março deste ano, 1331 indivíduos frequentavam programas ocupacionais nos Açores, revela o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Na óptica do Governo Regional, os programas ocupacionais são encargos temporários, socialmente úteis, de pessoas desempregadas, enquanto não lhes surgirem alternativas de trabalho ou de formação profissional, permitindo entretanto aumentar as possibilidades de reinserção no mercado de trabalho.

Nesse sentido, Rui Bettencourt, director regional do Emprego e Qualificação Profissional, já disse por mais de uma vez que esses programas servem para apoiar os cidadãos “nesta fase de tempestade” que resulta da crise que afecta a economia, permitindo em simultâneo “dotá-los de maiores conhecimentos que podem ser úteis na retoma”.

Já para a oposição os programas ocupacionais servem para tentar disfarçar os números do desemprego e atestam ainda a incapacidade de se criar uma oferta sustentada de emprego, não obstante terem algumas virtudes.

“Aproveitando os programas ocupacionais e recorrendo a medidas que beneficiam as populações, porque se destinam à prestação de serviços em prole da comunidade, a que acrescem os rendimentos para quem os presta, o facto é que os trabalhadores ocupados não contam como desempregados, como também não têm o problema da falta de emprego resolvido.

A primeira conclusão que se retira é que o fenómeno do desemprego atinge uma percentagem mais elevada do que aquela que resulta exclusivamente daqueles que estatisticamente são considerados como desempregados”, considera Soares Marinho, líder parlamentar do PSD.

Ainda de acordo com o social democrata, “os programas ocupacionais funcionam como um remédio que se administra a determinada camada da população, num dado momento, mas que não criam emprego consistente como aquele que deveria ser criado através da dinamização da actividade económica”.

Para o líder da bancada parlamentar do CDS-PP, Artur Lima, os programas ocupacionais e os cursos de formação profissional “têm efeitos positivos no orçamento das famílias porque lhes proporcionam algum rendimento, mas - alerta - por alguma razão também a taxa de desemprego nos Açores é das mais baixas do país”.

Artur Lima diz mais: que é preciso estar-se atento ao início do problema. “Quando o Governo Regional apoiou determinados empresários, alguns até do exterior, que depois fecham os empreendimentos e mandam os funcionários para o desemprego, era preciso saber que credibilidade tinham esses empresários e empresas para terem sido apoiados e anunciados como grandes e brilhantes”.

Ou seja, concluiu o dirigente popular, “torna-se necessário começar a apoiar os empresários que ofereçam garantias e as micro, pequenas e médias empresas que criam postos de trabalho e não apenas as grandes empresas”, sendo que face ao aumento do desemprego “o Governo Regional teve que criar soluções tampão (formação profissional e programas ocupacionais) para resolver o problema”.

Taxa de desemprego recua na Região Autónoma dos Açores no mês de Março

No final de Março estavam registados, nos centros de emprego dos Açores, 6208 indivíduos, o que numa perspectiva anual representa um aumento de 21.3%.

O aumento do desemprego teve lugar em todas as regiões, destacando-se o Algarve (35,8%) e a Madeira (33,8%).

Comparativamente ao mês anterior, o desemprego aumentou em cinco das sete regiões, tendo sido excepções o Algarve (-1,3%) e os Açores (-5,9%).

Do lado das Ofertas de Emprego, há a assinalar crescimentos de 163% e de 80% face ao mês homólogo de 2009 e a Fevereiro deste ano, respectivamente.

Nos Açores, aos 6208 desempregados acrescem 1331 ocupados (programas ocupacionais) e 1272 indisponíveis (baixas médicas).

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