Economia

Contestação às plataformas logísticas tem por base “meras especulações”

  • 21 de Abril de 2010
  • 221 Visualizações, Última Leitura a 26 Setembro 2017 às 02:06
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O presidente da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo classifica de “especulações” os comentários que têm vindo a surgir sobre a possibilidade de serem criadas plataformas logísticas nos Açores, nomeadamente junto aos portos da Praia da Vitória e de Ponta Delgada.

Sandro Paim, em declarações ao DI, considera que “essas opiniões revelam que quem as emite desconhece o que são plataformas logísticas”.

“Estamos a desenvolver – em parceria com o Governo Regional - um estudo sobre o transporte de mercadorias no arquipélago. E é esse documento que vai definir quais as melhores soluções para este modelo, com o objectivo de aumentar a frequência de descargas nos portos açorianos e reduzir, pelo menos entre dez a 15 por cento, o custo do transporte”, explica.

“Obviamente, a Câmara do Comércio não defenderá qualquer modelo que aumente o custo e faça demorar a entrega de mercadorias. Portanto, falar em plataformas logísticas, se serão duas, uma ou três, ou se não deve ser criada qualquer uma, é prematuro. Porque o estudo é que vai indicar quais as melhores opções”, argumenta o representante máximo do tecido empresarial terceirense.

Sandro Paim sublinha que a ideia que a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo tem vindo a defender tem na base a vontade de melhorar o modelo de transporte de mercadorias inter-ilhas, reciclando algumas medidas e, além disso, adaptando as potencialidades regionais e locais à dinâmica mundial de transporte marítimo.

“É isso que norteia o estudo que está a ser desenvolvido. Procurar saber se é viável captar para o arquipélago o tráfego marítimo internacional; procurar saber se é possível desenvolver-se um modelo regional que reduza custos e torne mais eficaz e rápido o transporte de mercadorias inter-ilhas; procurar saber que potencialidades locais e regionais podem ser exploradas neste setor e de que forma isso pode ser feito”, alega.

Para o presidente da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, a contestação à eventual criação de uma plataforma logística na Praia da Vitória, assim como o uso desta infraestrutura portuária como centro de distribuição e abastecimento de cargas para os grupos central e ocidental, sem que existam estudos concretos que concluam pela eficácia e viabilidade destes modelos, resulta de reavivar fantasmas sem sentido e, acima de tudo, de “reações prematuras” e “sem sentido”.

“Dentro de dois a três meses, teremos os resultados deste estudo e, então, será tempo de debater estas questões, em função das conclusões a que se chegar”, sublinha Sandro Paim.

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