Economia

Trabalhadores sentem-se envolvidos nas empresas, mas pouco recompensados

  • 21 de Abril de 2010
  • 218 Visualizações, Última Leitura a 20 Agosto 2017 às 15:17
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O envolvimento dos trabalhadores obteve a pontuação mais elevada num inquérito do Observatório de Recursos Humanos que mede a satisfação no emprego (74 pontos), enquanto o sentimento de recompensa recebeu o valor mais baixo (46 pontos).

O estudo, que será apresentado quinta-feira, baseia-se nas respostas de mais de 44 mil colaboradores de 26 organizações do sector público e privado e avalia doze indicadores: envolvimento, lealdade, qualidade, política e estratégia, expectativas, relações com chefias, satisfação, contexto organizacional, cooperação e comunicação, posto de trabalho, mudança e inovação.

O índice de reconhecimento e recompensa foi o que registou uma subida mais acentuada em 2009 face ao ano anterior (0,8 pontos percentuais), mas continua a ter o valor médio mais baixo no conjunto dos doze indicadores.

Um resultado que não surpreende o autor do estudo, João d'Orey já que confirma "o que tem sido medido em anos anteriores".

"Esta é uma tendência normal e comum a este tipo de estudos. Na perspectiva dos trabalhadores, os esquemas de reconhecimento e recompensa da organização são os que têm valores médios mais baixos", declarou.

Dos doze índices medidos pelo Observatório Nacional de Recursos Humanos, cinco tiveram um aumento e seis registaram um decréscimo no valor médio face a 2008.

A satisfação registou um acréscimo de 0,4 pontos percentuais e o índice de lealdade subiu 0,5 pontos percentuais.

João d'Orey adiantou que o aumento da satisfação "não foi muito significativo" e admite que pode estar relacionado com a crise, porque "pode ser porque as pessoas valorizam mais o seu emprego quando ele escasseia".

O que mais baixou foi o índice de qualidade (-0,7 pontos percentuais), enquanto o índice de relações com chefias manteve um valor igual ao de 2008.

Na análise da satisfação, o Observatório concluiu que os colaboradores com 18 a 25 anos apresentaram um valor médio mais elevado (59,8 pontos), enquanto os colaboradores entre os 36 e os 45 anos registaram um valor médio mais baixo (54 pontos).

Os colaboradores com menos habilitações literárias (até ao 2.º ciclo) estão mais satisfeitos (61,8 pontos) do que os que têm uma qualificação superior (51,9) e o mesmo acontece com quem tem menos tempo de casa (65,5 pontos para quem trabalha há menos de um ano e 54,1 para quem tem mais de 20 anos de casa)

O sector privado apresenta melhores resultados médios do que o público e o sector farmacêutico foi o que apresentou valores médios mais elevados.

No extremo oposto, com valores médios mais baixos, está o sector dos serviços.

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