Economia

TURISMO MÉDICO É INDÚSTRIA DO SÉCULO XXI

  • 21 de Maio de 2008
  • 339 Visualizações, Última Leitura a 21 Setembro 2017 às 21:23
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“Na Idade Moderna, o turismo médico existe há menos de 10 anos e é hoje uma das indústrias do século XXI, como os biocombustíveis”, afirmou Hancock à agência Lusa.

 

    O facto de hoje as viagens de avião serem mais acessíveis, a informação estar facilmente acessível na Internet e os tratamentos médicos serem bastante caros, sobretudo nos EUA e Reino Unido, favoreceu o seu desenvolvimento.

    Hoje existem operadores que “funcionam como agências de viagens de turismo e que tratam do voo e do hotel”, além dos tratamentos médicos pretendidos.

    David Hancock refere uma estimativa de 2006 que o negócio alcance um volume de negócios de 40 mil milhões de dólares (26 mil milhões de euros) em 2010 a nível global.

Mas a consultora McKinsey, citada por um documento do National Center for Policy Analysis, um instituto norte-americano, calcula que o turismo médico já tenha gerado esse valor em 2004 e projecta receitas brutas no valor de 100 mil milhões de dólares (64,7 mil milhões de euros) para 2012.

    O sector vai crescer mais na Europa quando Bruxelas avançar com legislação “em discussão” para facilitar a mobilidade na procura de assistência médica num outro Estado-membro da União Europeia quando o próprio país não consiga providenciar um serviço satisfatório adianta Miguel Peixoto, sócio da operadora Fly2doc.

    A existência de uma legislação harmonizada em termos de direitos e obrigações dos médicos e pacientes no espaço comunitário é um factor de confiança que potencia a sua propagação na Europa.

    Este é, pelo menos, um dos argumentos usados pela Fly2doc,que reivindica ser a primeira a oferecer pacotes completos de tratamentos médicos com alojamento e viagem em Portugal e Espanha.

    Os seus responsáveis garantem que o turismo nacional dos países também é beneficiado pois os pacientes viajam normalmente acompanhados, o que duplica o consumo em termos de hotel, transportes, alimentação e outras actividades.

 

    “Pode levar a Portugal muitos mais turistas que querem tratar-se com confiança, credibilidade, higiene, baixo preço, hospitalidade e proximidade”, garante Cristina Madeira, directora de Marketing e Vendas da operadora.

 

    Esta responsável marca a diferença do turismo médico, ou turismo medicinal, do turismo de saúde, que aposta no bem-estar, como os tratamentos de águas, SPA ou talassoterapia, e não tem a vertente hospitalar.

    David Hancock, autor do livro “The complete medical tourist” (O turista médico completo), um dos primeiros manuais com informações sobre onde obter serviços clínicos em 24 países do mundo, vinca a abrangência em termos etários.

“Se a motivação é estética, como aumento dos seios ou os dentes, são mais mulheres e mais nova, mas se forem cirurgias médicas, então são pessoas de meia-idade, de classe média e rendimentos razoáveis”, descreve.

    As intervenções ortopédicas, acrescenta, são procuradas maioritariamente por “pessoas com mais de 60 anos, que preferem ir ao privado para não esperar pelo público mas que querem gastar menos dinheiro indo ao estrangeiro”.

    O desenvolvimento previsto desta indústria faz crer ao britânico que há coisas que vão mudar, nomeadamente no financiamento.

  Por exemplo, actualmente os seguros de saúde não cobrem tratamentos no estrangeiro, mas nos EUA há sinais de que a mentalidade está a mudar, o que vai resultar numa “nova forma de seguro”, diz Hancock, que também é consultor da Fly2doc.

    “Acredito que, no futuro, as companhias de seguros de saúde privados vão oferecer turismo médico, porque, além de ser mais barato para eles, os prémios que as pessoas pagam serão mais baixos”, justifica.

 

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