Economia

Empresas de animação turística quase duplicam na ilha Terceira

  • 14 de Abril de 2010
  • 212 Visualizações, Última Leitura a 19 Agosto 2017 às 05:17
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O número de empresas dedicadas à animação turística na ilha Terceira quase duplicou nos últimos cinco anos.

Os dados, da Associação Regional de Turismo – ART, são referentes ao Plano Estratégico de Animação Turística, o PEAT, que, inicialmente circunscrito à Terceira, alargou-se ao Grupo Central e agora ultima a sua extensão às ilhas das Flores e do Corvo.

Criado em 2005 pela Associação Regional de Turismo (ART), o Plano Estratégico de Animação Turística para a Ilha Terceira (PEATT) começou, conforme a designação, somente na Terceira, até 2007, altura em que passou a denominar-se PEAT-GC, ou seja, incluindo entre os seus associados as autarquias de todas as ilhas do Grupo Central.

Desde o início deste projecto, o número de empresas ligadas ao sector aumentou, especialmente na ilha Terceira, onde passou de nove para 17, o número empresas que actualmente prestam serviços de animação turística.

Por ilhas, o Pico foi outras das ilhas que aumentou sensivelmente o número de empresas, de nove para doze.

Enquanto no Faial existem dez, nas restantes ilhas, são poucos os operadores: três em São Jorge e duas na Graciosa.

Segundo o director executivo da ART, José Toste, estes são “valores adequados” à realidade açoriana, tendo em conta “a actual conjuntura económica e a procura turística da Região”.

O responsável releva que “poderia haver mais diversificação” nos produtos e serviços prestados pelos operadores.

“Devia haver uma maior aposta no turismo cultural, uma vez que as empresas estão mais associadas ao turismo de natureza, de mar e terra”, disse.
 
Actividade paralela de empresas familiares

Actualmente, a quase totalidade dos operadores em animação turística da região estão associados a empresas familiares, de pequena dimensão (com uma média de 2 a 3 funcionários), surgindo como actividade paralela de outros vínculos laborais.

Ainda segundo a caracterização dos operadores, o seu período de funcionamento restringe-se à época alta: “a sazonalidade é muito forte”.

Apesar da dinâmica inerente ao sector, José Toste destaca a diversificação que, ao longo dos últimos anos, verificou-se nas diferentes ilhas.

Se no Faial, a aposta consolidou a observação de cetáceos e o geoturismo, no Pico o whalewatching mantém-se igualmente. Na Graciosa, o mergulho persiste.

Em São Jorge, novos produtos surgem agora, como o canoyng (rapel sobre os cursos de água nas falésias da ilha).

Na ilha Terceira, o surgimento de empresas dedicadas à observação de cetáceos, de passeios de barcos, de birdwatching e de actividades de outdoor estabeleceu novas perspectivas nos serviços de turismo oferecidos.
 
Cultura e turismo responsável

“A ART prepara-se para expandir para o Grupo Ocidental”, disse refere José Toste, que justifica a ampliação da área de intervenção: “estas são ilhas que têm potencial turístico e necessidades de promoção de organização da oferta ai existente”.

O alargamento está, indicou, a ser ultimado com as câmaras municipais das ilhas das Flores e do Corvo, devendo ser anunciado brevemente.

O actual PEAT, que termina no final de Abril, vai ser igualmente revisto.

Entre as principais alterações, explicou o director executivo, está a inclusão de dois novos eixos aos quatro já existentes: “eventos e promoção cultural” e “turismo responsável”.

No primeiro caso, “queremos dar enfoque à vertente cultural, não que tenha sido excluída, mas havia outras prioridades centradas no turismo de mar e terra, sector que já está consolidado”.

A criação de circuitos culturais “não se ficará só pelos já existentes”, explanou, pretendendo-se “explorar as ofertas turísticas culturais de cada ilha”, salvaguardando a “descaracterização do ambiente” em que os mesmos decorrem, recordando, por exemplo, as touradas à corda ou as festas do Espírito Santo.

Nesse sentido, uma das novidades que a ART quer implementar está na criação de circuito citytours nas três maiores cidades do grupo central, Angra, Praia e Horta.

O segundo eixo será apresentado e desenvolvido nas “II Jornadas de Reflexão de Animação Turística: Ambiente e Turismo Responsável nos Açores” que se realizam no próximo fim-de-semana na ilha do Pico, visando projectar o arquipélago como território de grande qualidade ambiental para o desenvolvimento de turístico responsável e sustentável.

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