Economia

Dinamarca puxa para baixo operação escandinava

  • 14 de Abril de 2010
  • 209 Visualizações, Última Leitura a 23 Agosto 2017 às 02:26
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O esforço que a Região está a fazer no mercado nórdico, com as novas rotas asseguradas pela SATA Internacional a par da promoção externa da imagem dos Açores, enfrenta as primeiras dificuldades.

Recentemente a SATA internacional reforçou a presença no mercado escandinavo ao criar três novas rotas com partidas de Ponta Delgada tendo como destinos três capitais do Norte da Europa (Copenhaga, Estocolmo e Oslo) para substituir os operadores nórdicos que, entretanto, suspenderam as rotas.

Em paralelo, foi firmado um protocolo entre a SATA Internacional, a Associação de Turismo dos Açores, a ANA -Aeroportos de Portugal e o Instituto de Turismo de Portugal para uma campanha de marketing que promove os Açores como destino turístico.

O financiamento deste investimento é efectuado através do Turismo de Portugal (40%), ANA (40%) e Agência Regional de Promoção Turística do destino da operação (20%), num total de 25 milhões de euros.

Contudo, os resultados dos primeiros dois meses do ano não são famosos quer para o conjunto dos países nórdicos, quer para os destinos que beneficiam das ligações directas da transportadora aérea regional.

Assim, no acumulado de Janeiro e Fevereiro, a Região perdeu 9600 dormidas face a igual período do ano passado (SREA), se tivermos em conta as ligações para a Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia.

O mercado sueco até deu sinais positivos com o “regresso” dos turistas que permitiram elevar a respectiva estatística em 370% (de 618 para 2906 dormidas, essas a cargo de 663 hóspedes suecos), mas a Dinamarca atrapalhou os planos com uma quebra acentuada de 11 mil dormidas e 1700 hóspedes.

Mas, bastará observar os números globais da entrada de turistas estrangeiros nos Açores para perceber que dificilmente se poderá apontar para já falhas à estratégia da Região em reforçar a aposta no mercado nórdico.

Com efeito, em termos globais, as dormidas dos estrangeiros caíram 38,5% para 21,3 mil nos primeiros dois meses deste ano, evidenciando um cenário de crise que continua a afectar as famílias em toda a Europa.

Acresce o facto de as ligações directas às capitais do norte da Europa asseguradas pela SATA Internacional serem recentes e necessitarem, portanto, de mais tempo (e estatísticas) para se avaliar do êxito ou não da operação.

Por exemplo, a ligação Ponta Delgada-Copenhaga (Dinamarca), às quintas-feiras, teve início a 22 de Outubro e prolongou-se até 26 de Novembro.

Os voos foram retomados a 11 de Fevereiro e vão até 29 de Abril e, posteriormente, de 7 de Outubro a 25 de Novembro.

No que respeita ao voo Ponta Delgada-Estocolmo (Suécia), às terças-feiras, a rota teve início a 9 de Fevereiro e estende-se até 30 de Novembro, com um período de interregno entre 20 de Abril e 28 de Setembro.

E só a partir de 29 de Abril e até 7 de Outubro vai ser efectuada semanalmente, à quinta-feira, a ligação entre Ponta Delgada e Oslo (Noruega).

Adquirido é que no final da Operação Escandinava, e caso as rotas tenham sucesso, será atribuído à SATA um prémio de incentivo à venda e à prestação de bons serviços.

Estima-se que as novas rotas representem 15 mil novos turistas em todo o arquipélago dos Açores (essencialmente em São Miguel), e que possam devolver algum do peso que os nórdicos chegaram a representar na globalidade do mercado emissor de estrangeiros.

Turistas estrangeiros representam um terço das dormidas até Fevereiro

De Janeiro a Fevereiro, nos estabelecimentos hoteleiros dos Açores, os turistas estrangeiros representaram 21,3 mil dormidas, registando uma quebra em termos homólogos de 38,5%.

O mercado alemão concentrou 8,4% do total das dormidas nos Açores, com cerca de 5,8 milhares, representando, por outro lado, 27% das dormidas dos estrangeiros.

No entanto, os alemães representam, ainda assim, uma redução de 6,2% nas dormidas face ao período homólogo de 2009.

Se tivermos em conta a totalidade das dormidas, os residentes em Portugal atingiram cerca de 46,9 mil dormidas, correspondendo a um crescimento homólogo de 6,4%, que não chegou para compensar a redução de estrangeiros.

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