Economia

Desacordo bilateral na exportação de queijo açoriano para os EUA

  • 14 de Abril de 2010
  • 277 Visualizações, Última Leitura a 18 Novembro 2017 às 23:25
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Os Estados Unidos da América (EUA) apresentaram um pedido de suspensão de um contingente de exportação de queijo açoriano alegando motivos de mercado mas este tratou-se de um caso pontual que se verificou no ano passado, adiantou, em declarações a DI, Cristina Vasques, do Gabinete de Planeamento do Ministério da Agricultura.

Segundo Cristina Vasques, o ministério foi contactado pela embaixada dos Estados Unidos em Lisboa, que alegava que a quantidade em causa não estava a ser procurada no mercado norte-americano. “O ministério negou essa pretensão porque se considerou que as obrigações deviam continuar a ser cumpridas”.

Recorde-se que DI noticiou ontem, com base em informação veiculada pela Agência Lusa, que Cristina Vasques assegurava que os EUA têm colocado entraves à entrada de queijo açoriano “não por razões de qualidade, mas de mercado”.

“Tive de escrever sobre o facto de os norte-americanos estarem a tentar embargar a importação de queijo açoriano invocando questões qualitativas mas, na verdade, chegou-se à conclusão que a razão era de mercado”, citava.

Cristina Vasques assegura que nunca foi colocada ao seu serviço pela embaixada dos EUA qualquer questão de qualidade em relação ao queijo açoriano, mas apenas este caso pontual, “que se prendia com a quantidade e não com a qualidade”.

Cristina Vasques adianta que não era especificado pela embaixada se se tratava de queijo de São Jorge, apenas de queijo açoriano.

Já o cônsul dos EUA nos Açores, Gavin Sundwall, no seguimento da publicação da notícia, fez ontem chegar a DI informação relativa à exportação de queijo de São Jorge para este mercado.

“A Food and Drug Administration (FDA) é a entidade reguladora, que controla a qualidade de todos os produtos para consumo público nos EUA – importados ou americanos. Regula os alimentos vindos da Europa. Assim, não se trata de uma discriminação dos produtos açorianos, havendo muitos outros alertas sobre produtos de outros países”.

Gavin Sundwall avança que foi “publicado um alerta devido à detecção da bactéria de listeria em alguns queijos açorianos, a saber dos Lourais, da União do Faial, da Eru Portuguesa e dos Laticínios de S. Jorge”. 
 
“Este alerta significa que cada carregamento destes queijos terá que ser sujeito a testes sanitários efectuados por laboratório independente, antes de vendidos nos EUA. Para superar o alerta, são necessários cinco carregamentos sucessivos, sem violação, num período de seis meses”, conclui.

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