Economia

Angra e Praia têm condições para receberem congressos internacionais

  • 9 de Abril de 2010
  • 214 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 16:21
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O secretário de Estado do Turismo confirma que os Açores integram o plano de promoção nacional que pretende cativar para o país os grandes congressos internacionais.

Em entrevista ao Diário Económico (DE), Bernardo Trindade adianta que São Miguel, Terceira e Faial reúnem condições para serem integradas na rota das reuniões mundiais, embora os poucos espaços disponíveis e a falta de voos directos com várias capitais europeias sejam obstáculos nessa estratégia.

Pelo contrário, a envolvência natural e histórica das ilhas e a sua gastronomia são atractivos que podem trazer ao arquipélago os congressos internacionais, um nicho turístico que o país quer explorar.

“Estima-se que existam cerca de 15 mil grandes reuniões com carácter regular. A evolução anual da realização de reuniões e congressos é, por isso, menos permeável à evolução da conjuntura económica”, explica Bernardo Trindade ao DE.

“Criamos um fundo para a captação de grandes congressos internacionais com três objectivos: captação de novo negócio turístico, através do apoio às candidaturas dos destinos regionais; geração de riqueza, sobretudo para as estruturas especializadas, unidades de alojamento de categoria superior, serviços de transporte, etc.; e atenuação da sazonalidade, dado tratar-se de um produto turístico em que o pico de sazonalidade está fixado na média estação”, sublinha.

O responsável sublinha que, no caso da Terceira, existem três salas com capacidade para 1450 delegados (duas no Centro Cultural de Angra que podem reunir, respectivamente, 850 e 150 congressistas; e uma da Praia, com capacidade para 450 delegados).

O Teatro Micaelense, o Coliseu e o Pavilhão Açor Arena, em São Miguel, e o Teatro Faialense, a Biblioteca da Horta, o Barão Palace e o Centro Interpretativo nos Capelinhos, no Faial, são os restantes espaços referenciados nos Açores.

O fundo criado ascende a um milhão de euros, por três anos, e é complementado por uma linha de apoio de dez milhões de euros para a requalificação de infraestruturas e criação de novos centros de congresso.

“Portugal tem de mostrar e comunicar as suas competências. Outros também as têm, por isso, temos de mostrar que estamos a investir nesse sector”, explica o secretário de Estado do Turismo.

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