Economia

Graciosa quer tratamento igual nos transportes

  • 2 de Abril de 2010
  • 215 Visualizações, Última Leitura a 23 Setembro 2017 às 12:54
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Os transportes continuam a representar uma das maiores preocupações das ilhas mais pequenas. Para o Conselho de Ilha da Graciosa esta é uma das áreas que merece rápida intervenção.

É por isso que na próxima visita estatutária do Governo Regional à ilha, que decorre no início da próxima semana, o órgão vai transmitir o seu descontentamento em relação às assimetrias, que dizem existir entre a Graciosa e as restantes ilhas que têm gateways.

Apesar de satisfeitos com a existência de voos diários e com a diminuição das tarifas, os graciosenses querem uma tarifa única que permita aos habitantes da ilha uma mobilidade interna e externa, em igualdade de oportunidades e de custos com os restantes habitantes do arquipélago.

Quanto às ligações ao continente, o Conselho de Ilha propõe a eliminação dos constrangimentos tarifários verificados nas deslocações, que impliquem uma viagem com os voos SATA e TAP.

Ainda no campo das acessibilidades, os graciosenses querem saber quando é que começam as obras de ampliação do aeroporto e se as mesmas contemplam a iluminação da pista. Também o transporte marítimo de passageiros é evidenciado. O conselho pretende que seja construído um cais roll-on/ roll off no Porto Comercial da Praia.

Turismo com mais obras

Na reunião com o Governo, que terá lugar na segunda-feira às 19h00, o Conselho de Ilha vai frisar também algumas intenções em relação ao turismo.

O órgão vai recomendar, por exemplo, a cooperação entre o Governo e a autarquia de Santa Cruz, para que o Projecto Barra-Santa Catarina seja implementado o mais rápido possível, assim como a construção do Núcleo de Recreio Náutico.

Ainda no que concerne ao turismo, os graciosenses pedem a recarga atempada do areal da zona balnear da Praia e o lançamento das obras de protecção da muralha e de construção do molhe, bem como a recuperação dos estragos causados pelo mau tempo no solário existente na zona balnear.

Agricultura e pescas

O sector primário também surge em destaque na lista de reivindicações dos graciosenses. Na agricultura, o Conselho de Ilha sugere a construção de um novo matadouro numa zona industrial. Os graciosenses propõe ainda a projecção de um parque de recria para apoio ao programa de embriões, que tem grande sucesso junto dos agricultores.

Entre outras medidas pedem também melhorias no abastecimento de água à lavoura e  obras de requalificação na Adega e Cooperativa da Graciosa também serão exigidas.

Também em relação às pescas os graciosenses pedem melhores infraestruturas. Querem que o Governo amplie o molhe de modo a dar mais segurança ao porto e a colocação de um travelift no local, assim como a conclusão das obras de recuperação.

O Conselho de Ilha vai sugerir algumas obras de melhoria da rede viária da Graciosa e a construção de uma envolvente em Santa Cruz para retirar o trânsito de veículos pesados do centro da vila. Os graciosenses querem ainda que sejam construídos miradouros e zonas de merenda na Fajã, Serra Branca, Capacho e Vimiais.

Centro de Valorização e Compostagem encabeça preocupações ambientais

Na próxima visita estatutária do Governo Regional à Graciosa, que decorre já no início da semana que vem, o Conselho de Ilha vai alertar o executivo açoriano para as problemáticas ambientais, entre outros aspectos.

Os graciosenses querem saber quando estará concluído o Centro de Valorização e de Compostagem da ilha.

É de interesse do Conselho também apurar o formato a adoptar para a gestão do equipamento e para a sua rentabilização.

Ainda sobre o Centro de Valorização e Compostagem, o órgão vai inquirir o executivo sobre a recolha selectiva de resíduos, nomeadamente como e por quem será feita.

O Conselho de Ilha sugere também ao executivo uma aposta aprofundada na classificação da Graciosa como reserva da Biosfera.

Por isso, deverá questionar o Governo Regional sobre as medidas operacionais pensadas para implicar a sociedade civil na valorização da classificação obtida.

O órgão da Graciosa quer saber ainda quais as medidas que estão a ser tomas e as pensadas no que concerne às obras de protecção da orla costeira da ilha.

O Conselho de Ilha salienta entre os casos que requerem uma intervenção mais urgente as zonas do Degredo/Barra, Fenais e Carapacho.

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