Economia

SATA não pode ter estratégia low cost

  • 30 de Março de 2010
  • 222 Visualizações, Última Leitura a 23 Outubro 2017 às 11:03
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O presidente da SATA, António Gomes de Menezes, afirmou ontem que, devido às obrigações de serviço público, a empresa não pode praticar tarifas de baixo custo, que obrigariam a que algumas rotas ficassem um ou dois meses sem voos.

"Numa lógica de 'low cost' teríamos que deixar de voar algumas rotas um ou dois meses para atingirmos taxas de ocupação que permitissem essas tarifas", afirmou o presidente da transportadora aérea açoriana, que falava numa conferência promovida pelo Banco Espírito Santo dos Açores (BESA), em Ponta Delgada.

As obrigações de serviço público obrigam a um mínimo de um voo diário de Lisboa para Ponta Delgada e quatro voos semanais de Lisboa para a Terceira.

Nesta intervenção, o presidente da SATA assumiu que um dos desafios que se colocam à empresa é "conciliar as obrigações de serviço público com a competitividade", frisando que, neste quadro, "a oferta tem sido adequada à procura".

António Gomes de Menezes salientou que os custos unitários dos factores de produção na aviação civil são mais elevados nos Açores do que na Europa continental, exemplificando que "abastecer um avião na Horta não tem nada a ver com abastecer em Ponta Delgada ou em Lisboa e muito menos em Frankfurt".

O presidente da SATA revelou que a empresa transportou 1,5 milhões de passageiros em 2009 e espera um crescimento de seis por cento em 2010, apontando ainda para números positivos nas contas de 2009.

Na operação da SATA, cerca de 70 por cento das rotas são liberalizadas, ou seja, a empresa não recebe qualquer tipo de subsídio, assumindo especial destaque as ligações para o Canadá (19,5 por cento), EUA (13,8 por cento) e Madeira (8 por cento).

No global, a tarifa média da SATA por lugares vendidos é inferior à da Air Berlim, uma companhia europeia de 'low cost'.

Numa altura de crise no sector da aviação, António Gomes de Menezes destacou a recente renovação da frota, nomeadamente a compra de quatro Q400 à Bombardier que vai permitir mais frequências nas ligações entre Açores, Madeira e Canárias.

Com esta aposta, a SATA pretende conseguir "captar mais passageiros nos EUA e no Canadá que tenham como destino a Madeira e as Canárias, através dos Açores".

Ao nível da SATA Internacional, o presidente da empresa destacou as negociações para "novos acordos de codeshare" com companhias de Espanha, Alemanha e Escandinávia, além da aposta na captação de passageiros da Europa de Leste para os Açores, através de Frankfurt, para onde a SATA tem voo directo.

No mesmo sentido, a empresa pretende estabelecer novos acordos de codeshare com companhias norte-americanas e canadianas, "para alimentar os voos com saída de Boston, Toronto e Montreal".

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