Economia

Arquipélago é um dos melhores locais do mundo para ver baleias, com mais de 20 espécies

  • 29 de Março de 2010
  • 216 Visualizações, Última Leitura a 25 Setembro 2017 às 04:26
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O arquipélago dos Açores acolhe mais de duas dezenas de espécies de cetáceos, entre residentes e visitantes de passagem, o que o torna um dos melhores locais do mundo para a observação de baleias.

“Entre as cerca de 80 espécies que existem a nível mundial, conseguem-se avistar 24 nos Açores e a surpresa é poder encontrar uma diversidade muito grande”, afirmou Rui Rodrigues, responsável de uma empresa de observação de baleias em Ponta Delgada.

Por essa razão, Rui Rodrigues não estranhou que uma revista estrangeira tenha recentemente considerado os Açores um dos 10 melhores locais do mundo para observação de baleias, frisando que neste arquipélago “há sempre baleias, podem é não existir condições para as ver”.

A mesma opinião foi manifestada por Norberto Serpa, que tem uma empresa de observação de cetáceos na Horta, para quem os Açores são “um santuário de cachalotes”, uma espécie que se pode encontrar durante todo o ano.

“Todas as ilhas dos Açores podiam fazer observação de cetáceos, porque podem ser vistos golfinhos, cachalotes e baleias de bico durante todo o ano”, frisou, salientando que, no ano passado, conseguiu ver baleias em “93 por cento das vezes” que saiu para o mar.

Apesar dos animais estarem no mar dos Açores durante todo o ano, nem sempre as condições meteorológicas permitem a sua observação, já que, como frisou Rui Rodrigues, “quanto melhor estiver o tempo, melhor é a visibilidade”.

“As pessoas têm que vir com espírito de aventura e deixar-se surpreender com o que houver”, afirmou, recordando que, além das espécies residentes, entre Março e Agosto, passam pelo arquipélago nas suas rotas migratórias as baleias de barbas, que incluem a azul, a comum, as sardinheiras ou as de bossas.

Um dos casos mais impressionantes ocorreu com uma baleia-franca boreal, a espécie mais ameaçada no Atlântico Norte, que foi avistada em setembro de 2008 na baía de Fundy, no Canadá, e foi vista a sul do Pico, nos Açores, em Janeiro de 2009, o que significa que percorreu 3320 quilómetros em 101 dias.

Oito meses depois, em Setembro do ano passado, voltou a ser vista na baía de Fundy.

A importância dos Açores nas rotas migratórias das baleias está documentada com dados recolhidos pelos investigadores, que incluem o caso de um cachalote avistado em 1990 nos Açores, visto nas Canárias em 1993 e novamente nos Açores em 2008, 18 anos depois de ter sido aqui observado pela primeira vez.

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