Economia

900 desempregados afirmam não ter saúde para trabalhar

  • 29 de Março de 2010
  • 237 Visualizações, Última Leitura a 19 Agosto 2017 às 05:34
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Em Fevereiro deste ano cerca de 14 por cento dos inscritos nos Centros de Emprego dos Açores estavam indisponíveis para trabalhar alegando motivos de saúde, essencialmente doenças psicossomáticas, entre as quais alergias, gastrite e fibromialgia.

Tal significa que 900 em 6598 inscritos alegaram que não podiam trabalhar, um número bastante superior ao registado em Fevereiro do ano anterior em que “apenas” 447 em 4928 (9 por cento) apresentavam indisponibilidade temporária para aceitar trabalho por motivos de saúde.

Atentemo-nos noutro exemplo: em Fevereiro deste ano, na Madeira, estavam registados no centro de Emprego do Funchal 14984 desempregados, portanto, mais do dobro do que sucedeu nos Açores, contudo, somente 625 indivíduos (4 por cento) alegaram que não podiam trabalhar por razões de saúde.

O “Açoriano Oriental” continuou a fazer contas e concluiu que em todos os distritos do país é precisamente nos Centros de Emprego dos Açores que se encontra maior percentagem de indivíduos inscritos que, no entanto, estão indisponíveis para trabalhar por razões de saúde beneficiando assim do subsídio de desemprego sem a contrapartida de ter de aceitar trabalho.

O que se estará a passar na Região Autónoma dos Açores?

O “Açoriano Oriental” sabe que do total de desempregados inscritos que se afirmam indisponíveis para trabalhar por motivos de saúde 3/4 referem ter problemas de saúde, essencialmente do foro psicossomático, comparecendo nos centros de saúde de Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada devidamente munidos de atestados médicos.

Nesses casos a Direcção Regional do Trabalho e Qualificação Profissional comunica a situação ao Instituto de Regimes da Segurança Social, entidade a quem cabe averiguar se se justifica manter ou cortar o subsídio.

O problema reside no facto de a Segurança Social ter uma capacidade inspectiva limitada e ainda derivada da “evolução” dos atestados médicos.

Com efeito, nos últimos tempos tem-se multiplicado o número de atestados médicos que referem doenças que abarcam também o foro psicológico, pelo que os utentes já não são obrigados a permanecer em casa e até são incentivados a socializar.

O facto é que uma vez “banida” a obrigatoriedade do utente permanecer na residência, as equipas inspectivas sentem grandes dificuldades em provar eventuais irregularidades, ou seja, onde termina a doença e começa a “malandrice”.

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