Economia

Empresas da indústria automóvel lideraram exportações nacionais em 2009

  • 26 de Março de 2010
  • 236 Visualizações, Última Leitura a 20 Outubro 2017 às 00:28
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A indústria automóvel ganha cada vez mais peso nas vendas portuguesas para o estrangeiro. Em 2009, metade das dez maiores exportadoras portuguesas foram fabricantes de veículos e de componentes ligados ao sector, a começar pela Autoeuropa. Mas a TAP exportou mais que a Galp em 2009.

A fábrica de Palmela, que produz automóveis para a Volkswagen, voltou a estar em segundo no ranking do ano passado, ao exportar mais de 98 por cento dos 86.008 veículos produzidos em 2009.

Em contrapartida, a Autoeuropa estreou-se também no top 10 das maiores importadoras, entrando directamente para o terceiro lugar da lista elaborada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta nova presença poderá estar ligada aos componentes que a unidade da Volkswagen adquire para a montagem dos veículos. Uma fonte oficial da empresa considera que não houve subida desses valores, mas que terá havido uma diminuição maior de importações por outras empresas. Os números oficiais da fábrica só são conhecidos em Abril.

Com o desaparecimento das novas tecnologias dos rankings do comércio internacional, que eram representadas pela Qimonda e pela sua sucessora Nanium, outras empresas da indústria automóvel subiram de importância. É o caso da Continental Mabor, que fabrica pneus em Lousado (Famalicão). A subsidiária do grupo alemão Continental viu-se obrigada a reduzir a produção devido à crise e aos apertos financeiros do principal accionista da casa-mãe, a família Schaffler, mas ainda assim subiu para quarto lugar da tabela. Outros grandes vendedores em 2009 são a Bosch Car Multimédia (Braga) e a Visteon Electronics Corporation (Palmela), que fabricam principalmente auto-rádios, e a Peugoet Citroën.

Os produtos de refinarias são outro dos grandes negócios de vendas. A Petrogal (Galp Energia) manteve-se em 2009 campeã do top 10, ao arrecadar 1200 milhões de euros de receita com a exportação de 2,4 milhões de toneladas de produtos, a maioria em gasolina (34 por cento) e fuelóleo (27 por cento). Mas, em 2008, as vendas tinham sido maiores: 1500 milhões de euros.

A Galp Energia lidera também nas importações, pelo que tem um saldo final negativo. E além da Autoeuropa, outra estreia na tabela das maiores importadoras portuguesas foi a do Pingo Doce em 2009, que surge em quinto lugar. Segundo uma porta-voz da Jerónimo Martins, uma das principais causas foi a concentração numa só empresa de importações que antes eram realizadas por várias unidades do grupo, como sucedeu com a fusão entre as sociedades Pingo Doce e Feira Nova. Outro factor importante, segundo a mesma fonte, foi "a intensificação das relações directas do grupo com fornecedores a montante da cadeia de abastecimento", como produtores e armadores, deixando a Jerónimo Martins de recorrer a vários intermediários portugueses.

As compras totais de bens realizadas por Portugal ao estrangeiro em 2009 caíram 18,1 por cento, para 50.074,3 milhões de euros. Já as vendas desceram também 18,1 por cento, para um total de 31.085,5 milhões de euros, num ano negativo para todo o comércio internacional.

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