Economia

Logística no porto da Praia pode reduzir 10% no custo do transporte

  • 24 de Março de 2010
  • 216 Visualizações, Última Leitura a 25 Setembro 2017 às 08:07
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O presidente da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) acredita que a implementação de um sistema de abastecimento de mercadorias para o Grupo Central centralizado na Praia da Vitória poderá reduzir em dez por cento os custos do transporte da carga.

Sandro Paim, que falava no terceiro debate sobre Angra promovido pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira (IHIT), que se realizou na noite de segunda-feira, no auditório da Santa Casa da Misericórida de Angra, adiantou aos presentes que essa redução de preço foi uma questões colocadas à equipa que está a estudar a possibilidade de criar uma plataforma logística de mercadorias no porto da Praia da Vitória.

“Esse estudo está a decorrer. Entendemos que a competitividade logística da Região, em particular a ilha Terceira, é um dos eixos prioritários para o desenvolvimento económico dos Açores e da ilha”, explicou.

Sandro Paim explicou ainda que está a decorrer o estudo à competitividade logística do porto da Praia (estudo em parceria com o Governo Regional, segundo o presidente da CCAH) e que deste resultará a certeza da viabilidade ou não do projecto.

Segundo o presidente da CCAH, a análise em curso tem por missão encontrar respostas para o alcance de quatro objectivos para o abastecimento marítimo de mercadorias ao Grupo Central: maior frequência das escalas; redução de custos de, pelo menos, dez por cento; criação de uma rede de frio; e criação de centros de distribuição/logística de abastecimento interno.

“São objectivos que gostávamos de concretizar até 2013”, sublinhou.

“Actualmente, o transporte de mercadorias é caro, a frequência é pouca, por causa disso, há a necessidade de criação de stocks grandes e diferenciados. Isso resulta em custos acrescidos para o tecido empresarial do Grupo Central. Entendemos que com a reformulação do sistema de abastecimento marítimo, será possível duplicar a frequência de escalas nos portos e reduzir os custos do serviço, potenciando o incremento da qualidade do serviço”, argumentou.

Questionado como seria concretizado esse plano, Sandro Paim respondeu que o estudo em curso dará respostas. Mas realçou que a viabilidade do projecto passará também por uma decisão política que garanta a reformulação do modelo de transporte marítimo de mercadoria nos Açores.

“Hub” logístico

Na apresentação da visão da CCAH para o desenvolvimento da Terceira, Sandro Paim centrou em quatro eixos os caminhos a seguir com esse objectivo: qualificação e requalificação dos recursos humanos; aposta nas energias renováveis; exportação e produtos e serviços; e competitividade logística da Região.

Neste último ponto, além da centralização na Praia do abastecimento para o Grupo Central, o presidente da CCAH perspectivou a possibilidade de esta infraestrutura, a longo prazo, cativar o tráfego marítimo no Atlântico, servindo de ponto de “transhipment” (baldeação de carga) e de agregação de mercadorias de portos secundários, respectiva consolidação e transporte em navios de maior dimensão.

“O alargamento do Canal do Panamá vai aumentar os fluxos globais e os Açores podem integrar-se nessa dinâmica”, explicou.

Sandro Paim adiantou ainda que a CCAH tem vindo a desenvolver várias iniciativas com vista à qualificação dos recursos humanos locais e que pretende vir a criar uma Escola de Negócios dos Açores.

Relativamente às energias renováveis, o responsável adiantou que o arquipélago pode usar essa possibilidade para consolidar-se como “destino verde” e os empresários e as famílias podem reduzir os seus custos energéticos com o recurso a estas fontes.

“Quanto à exportação de bens e serviços: no primeiro caso, entendemos que é necessário acrescentar valor às nossas produções; no segundo, a Terceira tem de aumentar a sua exportação de serviços no sector turístico”, defendeu.

“Os fluxos turísticos têm de aumentar, assim como a qualidade dos serviços locais. E a oferta de animação tem de consolidar-se. Além disso, nesta estratégia, defendemos que o custo das passagens deve ser reduzido para dois dígitos, ou seja, um turista não deve pagar mais de 99 ou 100 euros para chegar à ilha”, explicou.

O próximo debate do IHIT está agendado para 12 de Abril, tendo como orador o arquitecto José Parreira.

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