Economia

Confederação do Comércio critica limites de deduções de IRS do PEC

  • 24 de Março de 2010
  • 219 Visualizações, Última Leitura a 26 Setembro 2017 às 07:28
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O parecer da Confederação do Comércio Português (CCP) sobre o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) critica a fixação de limites de deduções em sede de IRS, as privatizações e apela ao Governo para que não utilize o Plano como "único guião".

O representante dos comerciantes, naquele parecer que vai ser enviado ao Conselho Económico e Social, e a que a Lusa teve acesso, considera "particularmente negativa" a fixação de limites nas deduções com despesas de saúde em sede de IRS.

Também sobre as privatizações previstas no PEC, a confederação manifesta "alguma preocupação pelo risco de as mesmas poderem vir a ter lugar num momento menos favorável em termos de condições de mercado e que possa significar uma perda acrescida por Portugal de centros de decisão económica relevantes", como a energia, transportes ou comunicações.

"Esperamos que o governo não faça do PEC o seu único guião, afunilando o investimento público em duas ou três infraestruturas", como energia e as escolas, salienta a CCP.

A confederação alerta o governo para os perigos que usar aquele guião acreditando que a dinâmica gerada pela procura externa vai fazer expandir o sector exportador nacional, enquanto a "grande maioria" do tecido empresarial português que "consiga sobreviver viverá adiado até ao final do PEC, com a procura interna em baixa e o pais a empobrecer2.

"Já não parece que se acredita muito que o país possa aumentar de forma significativa a captação de investimento directo estrangeiro mundial"acrescenta a confederação naquele parecer.

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