Economia

Líderes querem falar de modernização económica mas Grécia deve dominar reunião

  • 24 de Março de 2010
  • 221 Visualizações, Última Leitura a 17 Novembro 2017 às 19:23
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Os líderes europeus reúnem-se na quinta e sexta feira em Bruxelas para discutir a estratégia de modernização económica dos 27, mas as divisões entre europeus sobre a ajuda à Grécia arriscam-se a dominar os trabalhos do encontro.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia também irão, formalmente, nomear Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE).

"O Conselho Europeu nomeou o senhor Vítor Manuel Ribeiro Constâncio como vice-presidente do BCE", lê-se no projecto de conclusões, obtido pela agência Lusa.

O presidente do Conselho Europeu gostaria de marcar uma reunião extraordinária dos líderes europeus dos países membros da zona euro antes da cimeira da União Europeia para resolver a questão grega.

Mas Herman Van Rompuy só o fará se tiver a certeza que esses 16 países concordam com os termos de um mecanismo de empréstimos bilaterais dos países europeus à Grécia para ser utilizado em caso de necessidade.

Com esse sinal, Atenas espera poder acalmar os mercados financeiros e conseguir financiar o défice grego a taxas mais baixas que as actuais, mas o governo alemão, liderado pela chanceler Angela Merkel, tem recusado assumir tal compromisso a curto prazo.

Van Rompuy está a tentar um acordo de última hora que garanta um consenso entre a zona euro e evite contaminar os trabalhos da cimeira europeia programada para discutir outras questões.

A reunião dos 27 líderes europeus começa às 17:00 (16:00 de Lisboa) e deverá discutir a nova estratégia de modernização económica proposta pela Comissão Europeia, conhecida por "Estratégia Europa 2020".

Com a "Estratégia Europa 2020" (E2020) a Comissão Europeia quer "assegurar a saída da crise e preparar a economia da UE para a próxima década", o plano de relançamento económico sucessor da "Estratégia de Lisboa", que expirou este ano.

A E2020 prevê que os progressos de modernização sejam avaliados em função de cinco objectivos representativos a nível da UE, que os Estados-membros deverão traduzir em objectivos nacionais, tendo em conta os diferentes pontos de partida.

Entre os objectivos quantificáveis apresentados contam-se elevar a taxa de emprego da população entre os 20 e os 64 anos de 69 por cento para pelo menos 75 por cento e aumentar os investimentos em investigação e desenvolvimento (I&D) dos actuais 1,9 por cento do produto interno bruto (PIB) para 3,0 por cento.

Os líderes europeus deverão, por outro lado, manifestar a intenção dos 27 de manterem os esforços de redução de gases com efeito de estufa, apesar do falhanço da cimeira de Copenhaga de Dezembro último sobre um acordo global sobre a questão.

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