Economia

Câmara do Comércio divulga lista de medidas “inadiáveis”

  • 10 de Setembro de 2019
  • 39 Visualizações, Última Leitura a 15 Outubro 2019 às 09:39
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A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) divulgou ontem uma lista de medidas “inadiáveis, para inclusão no Plano e Orçamento para 2020”.

No turismo, a CCIA propõe a criação de uma Estrutura de Gestão e Captação de Rotas e defende que é necessário “um maior investimento efetivo na promoção em destinos, em geral, e onde as operações aéreas apoiadas estão a desaparecer”.

Pede ainda para este setor a criação de infraestruturas, em miradouros, zonas balneares e outros locais “de forte concentração turísticas, como são por exemplo as Furnas e a Lagoa do Fogo”.

A CCIA pretende ainda “um aumento significativo de verbas para a área da formação, sobretudo no turismo, e que sejam aprovadas urgentemente as candidaturas já apresentadas para evitar que percam a oportunidade”.

Na área dos Transportes e Infraestruturas, no que se refere aos projetos do aeroporto da Horta, porto da Praia da Vitória, segundo molhe do porto de Ponta Delgada e Terminal de passageiros do porto de São Roque do Pico, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores solicita que haja “dotação orçamental regional para garantir os estudos necessários à sua programação e evitar as vicissitudes da ação do Governo da República”.

Defende, por outro lado, neste mesmo capítulo, que “se caminhe no sentido da privatização da gestão da aerogare das Lajes ou, em alternativa, a nomeação de uma gestão profissional”.

E sustenta ainda que, no que se refere ao subsídio de mobilidade, “deve ser mantido no seu fundamental”, sendo, contudo, “imperioso que se introduza alterações pontuais, que combatam os preços excessivos, que moralizem a flexibilidade do modelo e que não ponham em causa a variedade de oferta da conectividade atual”.

No Setor Público Empresarial Regional (SPER), os empresários do setor privado dizem que “é imprescindível que haja uma recapitalização efetiva da SATA” e a criação de “um órgão superior independente, que oriente a empresa, num rumo de sustentabilidade financeira e de melhor operacionalidade”.

E defendem que, “nas orientações fundamentais para a atuação deste órgão devem constar a sustentabilidade empresarial e a separação efetiva das várias valências que a SATA abarca atualmente: ligações nacionais e internacionais; ligações inter-ilhas; gestão de aeródromos e handling de operações aéreas”.

Os empresários açorianos querem ainda ver “reforçada a dotação do Serviço Regional de Saúde de forma a eliminar o stock da dívida, que tem vindo a aumentar, e para que se entre numa situação de normalidade nos pagamentos aos fornecedores e se saia de políticas ruinosas de financiamento da saúde com pagamentos em atraso, que acabam por onerar ainda mais os custos do sistema”.

De um modo geral, pedem que se acabe com as explorações deficitárias no SPER e que haja “uma política efetiva de controlo de despesas”.

Mais uma vez, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores vem a público defender a redução fiscal em sede de IVA e de IRC.

Manifesta-se ainda preocupada “com as notícias sobre eventual alteração da Lei de Finanças Regionais, que se perspetiva negativa para a Região”.

Por outro lado, apela a um reforço de verbas para a tripolaridade da Universidade dos Açores.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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