Economia

Portugueses preferem poupar a consumir, pela primeira vez em 10 anos

  • 18 de Março de 2010
  • 192 Visualizações, Última Leitura a 20 Agosto 2017 às 17:25
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As intenções de poupança em Portugal são, pela primeira vez em 10 anos, superiores às intenções de consumo, à semelhança do que sucede em Espanha, França e Itália, segundo um estudo hoje divulgado da empresa financeira Cetelem.

O estudo foi feito em Dezembro de 2009 através de 500 entrevistas por cada um dos 12 países que integram o Observatório Cetelem: Alemanha, Bélgica, Eslováquia, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Rússia.

A principal conclusão é o aumento das intenções de poupança nos países do sul da Europa, sendo que em Portugal, em 2008, o balanço Consumo/Poupança pendia a favor do consumo (44 por cento) e em 2009 a favor da poupança (quatro por cento).

“No entanto, na média dos 12 países, o saldo mantém-se positivo a favor do consumo, graças aos países da Europa Central”, de acordo com a responsável pelo estudo, Conceição Caldeira da Silva.

Esta é a principal conclusão do estudo da empresa financeira de crédito, para quem “o consumo das famílias resistiu melhor do que o previsto”, considerando que para 2010 “a vontade dos europeus não é consumir menos, mas consumir melhor”.

Mesmo em tempos de crise, os desejos mantêm-se inalterados, com todos os países, com excepção da Rússia, a não prescindirem de produtos de lazer e viagens.

O consumo de produtos para a casa e de telemóveis mantêm-se também nos hábitos dos europeus.

Em Portugal, 47 por cento dos inquiridos quer comprar em 2010 produtos de Lazer, seguido de electrodomésticos.

Apesar de querem poupar, os portugueses estão ligeiramente mais esperançosos com a situação do país em 2010 face ao ano passado, dado que dão nota 4,4 (numa escala de 0 a 10), face à 4,3 em 2009.

A média europeia é de 4,5 em 2010, face aos 4,2 em 2009.

Questionados sobre se a crise actual vai afectar de forma duradoura a sua forma de consumir, 74 por cento dos portugueses responderam que sim, um valor superior à média europeia - 64 por cento.

A tendência de consumo encontrada pelo estudo mostra que há uma preferência por produtos ecológicos, sendo que a média de utilização de papel reciclado na Europa é de 63 por cento, inferior à portuguesa que é de 75 por cento.

Também o comércio justo começou a ser mais valorizado, com 44 por cento dos europeus a comprarem produtos justos “de vez em quando”.

A lista dos produtos que os consumidores pretendem adquirir em segunda mão é liderada pelo vestuário, produtos culturais (livros, CD, jogos de vídeo) e de utensílios de bricolagem e jardinagem.

O preço mais baixo dos produtos continua a ser a preferência do consumidor.

A mostra deste estudo revela que 81 por cento está disposta a ter embalagens com uma apresentação mais simples para que os produtos a adquirir sejam mais baratos, enquanto 49 por cento vê com bons olhos que não existam funcionários nas caixas e haja apenas máquinas.

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