Economia

Duas propostas para construção do navio ro-ro de passageiros

  • 20 de Agosto de 2019
  • 10 Visualizações, Última Leitura a 20 Setembro 2019 às 03:47
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Dois dos três concorrentes qualificados apresentaram propostas para a conceção e construção de um navio ro-ro de passageiros para a Região.Foram apresentadas duas propostas, uma pelo concorrente Astilleros Armon, com um preço de 48 milhões de euros, e outra pelo concorrente Amedeo Resources PLC; Taizhou Kouan Shipbuilding CO., com um preço de 43,5 milhões de euros.

Dos três concorrentes qualificados, apenas o candidato Brodogradevna Industrija Split optou por não apresentar proposta.As propostas do concurso para a conceção e construção de um navio ro-ro de passageiros para a Região Autónoma dos Açores foram abertas ontem, através da plataforma eletrónica onde decorre o procedimento, pelo júri.

Segue-se agora a fase de análise e avaliação das propostas, de acordo com o exigido no programa de concurso e no caderno de encargos, sendo depois emitido um relatório preliminar e concedido um prazo de audiência prévia aos concorrentes. E, após essa fase, será emitido um relatório final para decisão da secretária regional dos Transportes e Obras Públicas.

Com capacidade para 650 passageiros e 150 viaturas, o novo navio terá de ser concebido e executado num prazo de 580 dias.Recorde-se que o concurso limitado por prévia qualificação desenvolveu-se em duas fases, sendo que a primeira correspondeu à fase de apresentação de candidaturas e de qualificação dos candidatos segundo os requisitos mínimos de capacidade técnica e financeira definidos no programa do concurso.

Os candidatos qualificados passaram depois à segunda fase do procedimento, onde foram convidados a apresentar uma proposta técnica e comercial, cujo mérito será agora avaliado à luz de diversos fatores definidos no programa do concurso.

Como já explicou anteriormente o governo regional, o objetivo é comprar um navio “adaptado às condições meteorológicas e oceanográficas mais frequentes nos mares dos Açores e às infraestruturas portuárias existentes na Região”, com “o culminar de uma estratégia que tem vindo a ser preparada nas últimas décadas, de grande importância para a mobilidade interna e o fomento do mercado interno e, consequentemente, para a coesão económica e territorial do arquipélago”.

O executivo açoriano acredita ainda que este navio “poderá constituir um relevante meio operacional em operações de emergência e catástrofe”, uma vez que não existe na Região “nenhum outro meio com a mesma capacidade de evacuação de pessoas e de mobilização de meios e equipamentos para acudir as populações”.

Este é o segundo concurso que é lançado pelo governo regional para conceção e construção de um navio ‘ro-ro’. Em janeiro deste ano, através da Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2018, de 13 de novembro, foi autorizado novo concurso, na sequência da anulação do anterior procedimento, do qual não resultou qualquer adjudicação por exclusão de todas as propostas apresentadas.

Nesse concurso, de um total de cinco candidaturas, tinham ficado pré-qualificadas três empresas, que em março de 2018 foram convidadas a apresentar as suas propostas, tendo sido entregues, em maio desse ano, propostas pela Astilleros Armon Gijon, S.A. com um preço de 47,5 milhões de euros; pela Hijos de J. Barreras com um preço de 59 milhões de euros; e pela Amedeo Resources PLC e Taizhou Kouan Shipbuilding CO Ltd, em agrupamento, com um preço de 43,5 milhões de euros. Mas todas as propostas foram excluídas.

 

Júri do concurso é presidido por Monteiro da Silva

O júri do concurso é presidido por José Monteiro da Silva, Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas, jubilado, licenciado em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa, mestre e doutor pela Universidade da Pennsylvania, nos EUA.

Os vogais efetivos são o diretor regional dos Transportes; Manuel Ventura, professor no Departamento de Engenharia Mecânica, Área de Engenharia e Arquitetura Naval, do Instituto Superior Técnico; João Frade, Capitão da Marinha Mercante, professor adjunto na Escola Superior Náutica Infante D. Henrique; e José Augusto de Sousa Gomes, coordenador da Estrutura de Implementação do Plano Integrado dos Transportes.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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