Economia

38% da eletricidade produzida nos Açores com origem renovável

  • 6 de Agosto de 2019
  • 10 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2019 às 07:04
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Trinta e oito por cento da eletricidade produzida nos Açores no primeiro semestre deste ano foi resultante do aproveitamento de fontes renováveis.

Este valor foi revelado pela diretora regional da Energia, Andreia Carreiro, que ontem visitou a Central Geotérmica do Pico Alto, na ilha Terceira.

No total da eletricidade produzida nos Açores nos primeiros seis meses deste ano, a geotermia revelou-se a fonte de energia renovável mais relevante, com 26% da produção, seguindo-se a energia eólica, com 8% e a energia hídrica, com 4%.

Citada pelo GACS, Andreia Carreiro afirmou que este é um “resultado muito pertinente no contexto dos espaços insulares e que valida o empenho do Governo dos Açores em promover a transição para as energias limpas, privilegiando os recursos naturais como um dos pilares do desenvolvimento descarbonizado dos Açores”.

Andreia Carreiro salientou também que “as fontes de energia renovável são intermitentes e a sua disponibilidade depende de diversos fatores não controláveis, como as condições climatéricas”.

Por isso, explicou, esta imprevisibilidade justifica as variações mensais que existem no aproveitamento de cada uma destas três fontes de energia renovável.

A diretora regional da Energia revelou também que “devido à inconstância dos recursos naturais, a integração de sistemas de armazenamento de energia no sistema elétrico é fulcral, estando em curso estudos para o efeito, potenciando o aumento da contribuição das centrais baseadas em fontes renováveis variáveis”.

Neste momento, a estimativa do governo é a de que em 2023 cerca de 56% da energia elétrica tenha origem em fontes de energia renováveis e endógenas.

Na ilha Terceira, que ontem foi visitada pela diretora regional da Energia, a integração de renováveis e endógenas no primeiro semestre deste ano foi superior a 38%, tendo a geotermia representado cerca de 13%.

Andreia Carreiro não deixou, por isso, de salientar que o aproveitamento geotérmico é “um dos projetos mais bem sucedidos nos Açores, com claros benefícios económicos e ambientais”.

Um projeto que posicionou o arquipélago como “um exemplo a seguir no contexto europeu através da aposta na geotermia para produção de energia elétrica”, afirmou Andreia Carreiro.

Refira-se que o Governo dos Açores integra o grupo de trabalho da Especialização Inteligente S3 PARTNERSHIP Geothermal Energy 2.0.

O objetivo deste grupo é o de promover sinergias entre os Açores e regiões de Espanha, Finlândia, Hungria, Holanda, Reino Unido, Escócia e Turquia, no sentido de partilhar, testar e apresentar soluções para os desafios do aproveitamento geotérmico.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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