Economia

SATA questiona vantagens de colocar avião em permanência na Terceira

  • 17 de Março de 2010
  • 263 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 12:38
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O presidente da SATA, António Gomes de Menezes, questionou hoje o interesse de ter um avião em permanência na Terceira, nos Açores, defendendo que o modelo actual responde às necessidades e é mais barato para o erário público.

“A SATA Air Açores tem uma taxa de concretização de voos de 98 por cento e um desenho de rede com soluções técnicas que minimizam o custo da operação, pelo que faz sentido manter o modelo que temos”, afirmou Gomes de Menezes, em declarações à Lusa.

A transportadora aérea açoriana centralizou as operações de manutenção em S. Miguel, mas forças políticas e instituições locais da Terceira defendem um avião em permanência nesta ilha para assegurar as ligações no Grupo Central e com o Grupo Ocidental, quando as condições atmosféricas impedem a descolagem de Ponta Delgada.

Para o presidente da SATA, este argumento não é válido, já que, entre os 443 voos cancelados no ano passado por razões atmosféricas, apenas 22 deveriam ter descolado de Ponta Delgada.

“Vinte e dois voos num universo de cerca de 13 mil realizados no ano passado entre as ilhas dos Açores representam 0,17 por cento”, afirmou.

Os dados da SATA indicam que a maioria dos cancelamentos de voos por questões atmosféricas ocorre nas Flores, no Corvo e em S. Jorge, e não em Ponta Delgada.

Gomes de Menezes considera que a colocação de um avião em permanência na Terceira implicaria custos acrescidos com manutenção e tripulações que não seriam compensados com benefícios equivalentes.

“Qualquer esforço para combater estes 0,17 por cento que resulte em estruturas caríssimas e redundantes terá uma desproporção na relação custo/benefício”, frisou.

O presidente da SATA revelou ainda que, com o actual modelo de rede, realizam-se mais voos com origem na Terceira do que em S. Miguel.

Em 2009, entre os 13 mil voos realizados nos Açores, 4049 descolaram das Lajes e 3913 de Ponta Delgada.

Isto porque um avião pode sair de manhã de Ponta Delgada com destino à Terceira, seguir para a Graciosa e voltar à Terceira, voar depois para S. Jorge e regressar à Terceira e ainda seguir para o Pico e regressar à Terceira antes de voar para S. Miguel, onde passa a noite e é sujeito a manutenção.

“O avião sai de manhã e regressa à noite a Ponta Delgada, mas a verdade é que, durante o dia, em termos de movimento, faz bom uso da centralidade geográfica da Terceira”, diz Gomes de Menezes.

Para o presidente da SATA, o actual desenho da rede é o que apresenta as melhores soluções para a operação das 15 rotas exigidas pelas obrigações de serviço público “da forma mais racional possível e com o mínimo impacto no erário público”.

“O modo como se organiza a rede é uma questão estritamente técnica”, frisou, defendendo que as vantagens de ter um único pólo de manutenção são “evidentes e importantes”.

António Gomes de Menezes considerou “excelente” o desempenho de uma transportadora aérea que apresenta uma concretização de 98 por cento dos voos, salientando a importância de “atingir este nível de qualidade com o menor custo possível”.

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