Economia

Despesas das famílias alvo de inquérito estatístico

  • 17 de Março de 2010
  • 256 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 12:41
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) acaba de lançar o “Inquérito às Despesas das Famílias”, um instrumento de recolha de dados a nível nacional dirigido aos agregados familiares residentes no país.

Realizado de cinco em cinco anos, o inquérito decorre até final do mês de Março de 2011 e visa determinar o nível e a despesa monetária dos agregados familiares, determinar a distribuição do rendimento das famílias, bem como revelar alguns indicadores de pobreza e desigualdade, a nível regional.

Outra vertente do inquérito quer conhecer algumas das condições de habitabilidade, conforto e bens disponíveis dos portugueses, bem como contribuir para o conhecimento das quantidades alimentares consumidas pelos indivíduos.

A resposta ao inquérito, informam o INE é obrigatória, com base na Lei n.º 22/2008, de 13 de Maio, sendo os dados recolhidos confidenciais.
 
Açores com 2.º melhor rendimento

Segundo os últimos dados apurados pelo “Inquérito às Despesas das Famílias”, realizado entre 2006 e 2006, o rendimento líquido anual médio por família era de 22.136 euros, o que corresponde a um rendimento líquido médio mensal de cerca de 1.845 euros.

Os Açores, segundo este estudo, apresentavam um rendimento superior à média nacional, com 23,520 euros de rendimento anual médio por agregado familiar.

A região de Lisboa registava o rendimento líquido anual médio mais elevado, cerca de 24 por cento superior à média nacional. No oposto, o menor rendimento registou-se no Alentejo.

Os rendimentos provenientes do trabalho por conta de outrem constituíram, em 2005, a maior parcela dos rendimentos as famílias residentes, representando 48,7 por cento do rendimento total líquido, enquanto que o rendimento de pensões representava 18 por cento do rendimento total líquido no país.
 
Televisão e telemóvel

No que diz respeito aos indicadores de conforto, a generalidade das famílias dispunha de condições básicas de conforto: 99,7 por cento dos alojamentos dispunham de electricidade; 98,5 por cento tinham água canalizada no interior do alojamento; 97,4 por cento dispunham de sistema de esgotos.

Os aparelhos de televisão era comuns à quase totalidade dos alojamentos (98,9 por cento) e 81,4 por cento das famílias portuguesas dispunham de telemóvel.

No capítulo das despesas, em 2005/2006 a despesa total anual média por família residente em Portugal foi de 17.607 euros.

Mais de metade dessa despesa concentrava-se em três grandes grupos de produtos: habitação, nomeadamente despesas com água, electricidade, gás e outros combustíveis (26,6 por cento).

Os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas ocuparam 15,5 por cento da despesa e os transportes 12,9 por cento.

A despesa nas famílias com crianças ou dependentes era cerca de 50 por cento à das que não as tinham.

Como curiosidade, as despesas com hotéis e restaurantes e com saúde foram mais elevadas em Portugal do que na média da União Europeia.

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