Economia

Governo propõe à UE exceção para produzir “vinho de cheiro”

  • 3 de Junho de 2019
  • 11 Visualizações, Última Leitura a 18 Junho 2019 às 22:46
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No parecer do governo regional, enviado à Comissão Europeia, é pedido que os Açores sejam uma zona de exceção para produção de casta utilizada para o “vinho de cheiro” e sua comercialização.

O Governo Regional considera que a Política Agrícola Comum (PAC) para o período pós 2020, relativamente ao setor vitivinícola, deve manter a proibição das variedades híbridas de vinha, como a Noah, Othello Isabelle, Jacquez, Clinton e Herbemont, mas criar uma derrogação para as zonas de produção tradicionais destas castas, como é o caso dos Açores, desde que a área de plantação não seja aumentada.

No âmbito de um processo de consulta pública da Comissão Europeia (CE) relativa à avaliação do impacto das medidas da Política Agrícola Comum (PAC) aplicáveis ao setor vitivinícola, o executivo açoriano sustenta que “a casta Isabelle assume particular relevância para os Açores, bem como o vinho produzido a partir da mesma, vulgarmente designado por ‘vinho de cheiro’, uma vez que possui grande tradição histórica e mesmo cultural na Região”, refere o documento, acrescentando que, além da derrogação relativamente à proibição atualmente existente, os Açores deveriam poder comercializar o ‘vinho de cheiro’ sem restrições e para fora do arquipélago, já que no continente norte-americano, onde existe uma grande comunidade açoriana, não existem restrições às castas em causa e poderá constituir um mercado muito apetecível para exportação deste tipo de vinho.

O executivo açoriano propõe ainda a introdução de um apoio, no âmbito do Plano Estratégico da PAC, para autorização de novas plantações de vinha, algo muito importante uma vez que se trata de áreas que não são abrangidas para o apoio no âmbito do programa VITIS, que também importa dar continuidade, bem como a criação de um apoio às unidades de transformação do setor vitivinícola, já que o aumento significativo verificado nas áreas reestruturadas e em produção irão originar novos desafios e novas necessidades, nomeadamente ao nível de novas unidades transformadoras e da ampliação ou remodelação das existentes.

A manutenção e defesa das Denominações de Origem (DO) e Identificação Geográfica (IG), de forma a garantir a autenticidade dos vinhos açorianos, e a utilização de rotulagem, como instrumento de defesa dos vinhos e dos ‘terroir’, para que os consumidores estejam sempre bem informados, são outras das preocupações manifestadas no documento açoriano.

Atualmente, existem na Região cerca de 1000 hectares de área de vinha apta para a produção de vinho certificado, adianta o documento, acrescentando que os Açores contam com três Regiões demarcadas de produção de vinho, nomeadamente Pico, Graciosa e Terceira (Biscoitos).


Fonte: Açoriano Oriental

 

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