Economia

Governo dos Açores diz que Tech Island compensará a "médio prazo" redução de empregos

  • 9 de Maio de 2019
  • 18 Visualizações, Última Leitura a 26 Maio 2019 às 02:59
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O Governo Regional dos Açores enalteceu esta quinta-feira o projeto Terceira Tech Island, acreditando que irá, "a médio prazo", criar emprego e gerar riqueza que compensará a redução de postos diretos de trabalho nas Lajes.

"Este ritmo que vamos continuar a imprimir, cada vez com maior intensidade, irá permitir a médio prazo que, com os postos de trabalho diretos, o impacto na economia, na geração de riqueza na ilha Terceira através do Terceira Tech Island, seja claramente superior àquele que decorreu da redução dos postos de trabalho direto na Base das Lajes", defendeu o vice-presidente do executivo açoriano.

Sérgio Ávila falava na Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, num debate de urgência pedido pelo PS e dedicado à estratégia de desenvolvimento tecnológico na economia da região.

O projeto Terceira Tech Island, muito falado pelo governante na sua intervenção em plenário, consiste na criação de um ‘hub’ tecnológico na Praia da Vitoria na área da programação e produção de 'software' para prestação de serviços, criado pela identificação da existência de necessidades do mercado global no âmbito das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) e da oportunidade de instalar novas atividades económicas que substituíssem as derivadas da Base das Lajes.

A iniciativa, prosseguiu Ávila, já demonstrou que a região "pode atrair empresas internacionais que, dos Açores, trabalham para o mundo", implementando-se na Terceira e aproveitando "um sistema fiscal extremamente competitivo" e "recursos humanos muito qualificados e com a devida formação".

Já o secretário regional com a tutela da Tecnologia, Gui Menezes, abordou os projetos associados ao espaço instalados na ilha de Santa Maria, que "compreendem um universo de mais 40 empresas regionais", fornecedoras diretas de serviços aos 'players' dos projetos.
"Desde 2009, o impacto direto estimado na economia regional destes serviços é superior a três milhões de euros", sustentou.

O maior partido da oposição, o PSD, trouxe a debate três casos de divulgação de dados pessoais que existiram na região "desde 2017".

"Primeiro foram os dados de 231 mil utentes do Serviço Regional de Saúde. Depois foram expostos na Internet informações pessoais de alunos da Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo. E, recentemente, foram expostos no site da Atlânticoline cópias digitalizadas de cartões de cidadão de passageiros, incluindo menores", declarou o social-democrata Luís Rendeiro, que pediu do executivo medidas para garantir a segurança dos dados pessoais dos açorianos.

Mais à direita, o CDS-PP, pelo deputado Alonso Miguel, sinalizou que "infelizmente, continua a não existir uma carreira científica na região" e os investigadores açorianos "continuam a viver em regime de enorme precariedade, numa tremenda incerteza, constantemente preocupados e atormentados pela dúvida de haver ou não financiamento para o próximo projeto de investigação".

"Obviamente que não é possível fazer investigação neste quadro de insegurança e instabilidade. E, sem cumprir com esta premissa básica, dificilmente se reúnem condições para o desenvolvimento de uma verdadeira cultura científica. Por outro lado, não basta dizer que a Universidade dos Açores é um parceiro estratégico. É preciso que a Universidade dos Açores seja mesmo um parceiro estratégico, privilegiado, apoiado e acarinhado", prosseguiu o centrista.

Pelo Bloco de Esquerda, o deputado António Lima lembrou a necessidade de haver uma "especialização" no que se pode chamar, "de forma muito lata, de ciências do mar".

"Esta especialização, nunca foi nem é sinónimo de negação de outras áreas do conhecimento ou tecnologia, mas sim a afirmação da necessidade de um investimento superior nesta área.

O PS, que levou o tema das tecnologias a debate, defende que os Açores acompanham hoje a "revolução tecnológica" global "através de projetos que qualificam" a autonomia, que "conferem expressão real ao valor geoestratégico dos Açores e que, sobretudo, garantem novas oportunidades de empregabilidade e desenvolvimento neste século XXI".

“O Governo dos Açores investe em projetos tecnológicos que projetam os Açores nas nossas últimas fronteiras do mar e do espaço, dando efeito de força e sentido ao conceito de região geostratégica”, realçou o deputado socialista José Contente.


Fonte: Lusa / AO Online

 

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