Economia

Quebrar o mito do mau tempo nos Açores

  • 13 de Abril de 2019
  • 13 Visualizações, Última Leitura a 16 Junho 2019 às 03:28
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No painel Turismo dos Açores - 9 Ilhas ou 1 Destino, Cláudia Caratão, diretora de produto e contratação do grupo SOLFérias, revelou que existe a ideia que a Região apenas “pode ser visitada no verão porque no inverno o clima é muito mau”.

“Na última vez que fiz férias nos Açores, com a minha família, foi anunciado um ciclone. As pessoas no continente ligaram preocupadas e afinal estava bom tempo e até fui tomar banho ao mar”, contou.

Rui Correia, presidente da Associação do Alojamento Local dos Açores, contou que numa ocasião o proprietário de um AL abordou um turista a lamentar a chuva que se fazia sentir e recebeu uma resposta surpreendente do visitante: “Qual é o problema? Estou aqui a ler um livro, enquanto na minha terra está a nevar e faz 30 graus negativos”.

A delegada nos Açores da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Catarina Cymbron, considerou que “se não fosse o clima a Região já estava invadida de turistas”, mas sugere que se promova melhor a venda do destino no inverno para reduzir a sazonalidade.

“É fundamental mostrarmos o que se pode fazer aqui no inverno, porque é tudo igual ao verão. Apenas não se pode tomar banho no mar”, disse.

Neste sentido, Cláudia Caratão sugeriu aos promotores do turismo para potenciarem o turismo no final do ano, indicando que existe uma grande margem de crescimento.

“Deve ser criado um produto diferenciador para o fim de ano, porque o preço médio da viagem é excelente. É preciso apenas que haja mais entretenimento para ajudar as pessoas a virem aos Açores. Nós queremos que os Açores sejam um destino que deixe saudades. Queremos que os visitantes voltem porque se podem fazer várias escapadinhas ao longo do ano”, sublinhou.

Ana Lázaro, comercial do grupo Newtour para o mercado internacional, alertou para a necessidade da Região continuar a aposta na promoção do destino, porque “os operadores (estrangeiros) ainda não sabem onde ficam os Açores”.

Apesar deste constrangimento a empresa já consegue negociar pacotes de vendas de produtos para todas as ilhas, indicando que fechou um negócio para vender um programa de observação de aves na ilha do Corvo.

“Nós temos clientes para todas as ilhas e de todos os segmentos”, frisou.

Cláudia Caratão também defendeu a necessidade de ser apresentada uma “programação temática” ao longo do ano para diminuir a sazonalidade e conseguir atrair visitantes para os Açores na época baixa.


Falta de lugares nos aviões limita crescimento do turismo

As acessibilidades aéreas foi um problema identificado como limitador do crescimento do turismo em diversas ilhas da Região. Roberto Silva, presidente da Associação de Municípios do Triângulo (Pico, Faial e São Jorge), defendeu a necessidade de uma revisão do sistema de transportes aéreos para as ilhas mais remotas, como é o caso de São Jorge.

“Existe investimento privado, uma beleza deslumbrante, mas depois pretende-se marcar uma viagem de avião e não há lugares disponíveis”, disse, acrescentando que “a ilha de São Jorge deve merecer mais carinho do Governo”.

Gilberto Vieira, presidente da direção das Casa Açorianas, referiu que o grupo SATA tem um papel fundamental para permitir o crescimento de todas as ilhas e apelou ao aumento do número de voos, defendendo a possibilidade de reforçar as ligações diretas, provenientes dos EUA e Canadá, para a ilha Terceira e ilhas do Triângulo.

Relativamente às acessibilidades aéreas, Ricardo Madruga da Costa, diretor comercial da SATA, revelou a existência de um enorme crescimento nas viagens inter-ilhas que passagem de 450 mil viagens em 2009 para 730 mil viagens em 2018.

“A empresa foi ajustando o seu programa de voos ao crescimento. Ainda existem algumas margens que podemos usar para ajustar a nossa oferta”, indicou Ricardo Madruga da Costa.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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