Economia

Emprego no setor do turismo cresceu 43 por cento em três anos

  • 12 de Abril de 2019
  • 11 Visualizações, Última Leitura a 21 Abril 2019 às 22:44
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O número de trabalhadores no setor do turismo aumentou 43 por cento, entre 2015 e 2017, segundo os dados revelados por Marta Guerreiro, secretária regional do Turismo, Ambiente e Energia, durante a sessão de abertura do I Encontro Regional do Turismo dos Açores.

“Não temos qualquer dúvida em afirmar que o setor do turismo nos Açores é já um dos principais motores de desenvolvimento económico, gerador de riqueza e de emprego, que chega também, e cada vez mais, a pequenas famílias que têm sabido aproveitar esta atividade”, apresentando dados estatísticos que sustentam o contributo do turismo para a dinamização da atividade económica nos Açores.

“Por exemplo, o número de empresas de atividade turística, mais que duplicaram de 206 em 2014 para 424 em 2018... ou o número de empregados no setor, que se situava na ordem dos 4200, em 2014 e que em 2017 representava já mais de 6 mil colaboradores, correspondendo a cerca de 12 por cento da população empregada por conta de outrem em alojamento, restauração e similares, o que comprova o grande peso do turismo enquanto atividade económica de grande dinamismo”.

O peso do crescimento de novos trabalhos no turismo poderia ser mais relevante se fosse incluído nesta estatística o aumento verificado “no número de empregados de outras atividades, como a animação turística e as empresas de rent-a-car. Já para não falar de várias áreas do comércio, que também beneficiam da dinâmica turística ou mesmo do alojamento local”, referiu Marta Guerreiro.

Os proveitos na hotelaria tradicional representam 95 milhões em 2018. Um resultado positivo que poderia ainda aumentar em 15 milhões se fosse incluído o valor estimado das receitas geradas pelo Alojamento Local.

“Uma verdadeira fonte de rendimento direto para as famílias açorianas... ao mesmo tempo que, esta tipologia de alojamento tem permitido gerar dinâmica, quer nas cidades e vilas, mas também em freguesias mais rurais ou mais afastadas dos grandes centros turísticos, não só ao nível do emprego que gera, mas também do impacto económico, quer direto, quer do que resulta para os restantes comerciantes, na maioria dos casos, de pequena dimensão”, frisou.

Os dados apresentados permitem encarar o futuro com otimismo e definir como prioridade de atuação política “o combate à sazonalidade e a qualificação do destino”.

Nesta área, Marta Guerreiro, indicou que de 2013 para 2018 “conseguiu-se reduzir em 8 por cento o peso que os meses de junho a setembro detinham em termos de dormidas”, acrescentando que relativamente à qualificação do destino foi “assumido um investimento de 4,6 milhões de euros no orçamento deste ano, que representa um crescimento de 14 por cento face ao ano anterior, para promover a valorização dos recursos humanos” na área do turismo.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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