Economia

Movimento de mercadorias nos portos cresce 19% em cinco anos

  • 29 de Março de 2019
  • 46 Visualizações, Última Leitura a 20 Setembro 2019 às 03:17
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Na Região foram movimentadas 2,48 milhões de toneladas de mercadoria por transporte marítimo no ano passado, um valor que representa um aumento de 18,83% desde 2014. A ilha de São Miguel foi a que apresentou maior crescimento.

Entre 2014 e 2018, o movimento de mercadoria nos portos dos Açores cresceu quase 19 por cento, valor que representa um acréscimo de 392 mil toneladas de mercadorias movimentadas por via marítima em cinco anos.

De acordo com um documento disponibilizado pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), que analisa o movimento de mercadorias no arquipélago, a Região passou de 2,08 milhões de toneladas de mercadoria movimentada por via marítima em 2014 para 2,48 milhões de toneladas no ano passado.

Para este crescimento contribuíram tanto as cargas, que cresceram 21,14%, como as descargas realizadas no arquipélago, que aumentaram 18,04%, nesse período.

Nos dados reunidos, a CCIPD destaca os referentes a São Miguel, realçando que entre 2014 e 2018, esta ilha movimentou 76,7% da mercadoria que passou pelos portos dos Açores, tendo apresentado um crescimento de 300,8 mil toneladas no total de mercadorias movimentadas por via marítima.

Acrescenta ainda que São Miguel apresentou um crescimento de 35,27% nas cargas transportadas por via marítima, valor superior ao variação percentual nos Açores.

Já em relação às descargas transportadas por via marítima, a ilha de São Miguel revelou também um crescimento de 19,14% nos últimos cinco anos.

“A conjuntura melhorou e há mais exportações assim como importações”, referiu o presidente da CCIPD, Mário Fortuna, destacando que “a ilha de São Miguel é que mais se evidencia na exportação”.

O representante dos empresários realçou ainda o caso de São Jorge, que cresceu 45,65% nas cargas que saíram da ilha, valor atribuído ao aumento da venda de queijo para fora da ilha.Já as ilhas do Pico e da Terceira apresentam uma redução do volume de carga exportada nos últimos cinco anos de 8,65% e 18,37%, respetivamente.

Em relação ao transporte aéreo de mercadorias, o documento da CCIPD destaca uma redução de 5,13 por cento no transporte de cargas por via aérea no arquipélago, valor que se agrava ainda mais para São Miguel que em cinco anos viu diminuir as cargas transportadas de avião em 8,84%.

Já as descargas de mercadoria aérea cresceram, entre 2014 e 2018, 16,17% no total do arquipélago e 17,59% na ilha de São Miguel.

A disponibilidade, ou não, de mercadoria ou um melhor funcionamento do transporte por via marítima poderão ser fatores que justificam a quebra nas exportações por via aérea, de acordo com Mário Fortuna, que destacou o facto das cargas do transporte por via aérea não terem acompanhado o crescimento verificado no transporte marítimo.

“De um modo geral podemos dizer que nos últimos cinco anos houve uma evolução positiva no setor do transporte de mercadorias no seu todo, ainda que os dados sejam particularmente negativos no caso da carga exportada no transporte aéreo”, frisou.

Sobre este documento que, a partir de elementos estatísticos do Serviço Regional de Estatística (SREA), pretende “transmitir aos empresários locais a informação mais completa possível para que possam tomar decisões que considerem adequadas, de forma fundamentada”, o presidente da CCIPD explicou que o objetivo foi “fazer uma análise da evolução da economia e dos transportes desde o período imediatamente antes da liberalização dos transportes aéreos até aos dias de hoje”.

Nesse sentido, e no que toca ao impacto do turismo na evolução da atividade económica, Mário Fortuna destaca o facto de nos últimos cinco anos o número de passageiros desembarcados ter crescido 78,26% na Região, tendo São Miguel registado o maior crescimento (99,13%), tendo duplicado o número de passageiros desembarcado por via aérea.

“O incremento do volume de passageiros nos Açores estará certamente associado ao incremento das descargas de mercadorias, uma vez que havendo mais pessoas a consumir vai haver sempre um acréscimo no volume de compras particularmente de bens alimentares e similares”, analisou.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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