Economia

Queijo ainda não recuperou da crise do fim das quotas leiteiras

  • 7 de Março de 2019
  • 48 Visualizações, Última Leitura a 23 Maio 2019 às 16:01
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O queijo é o produto que mais valor gera e que maior peso tem na faturação das indústrias leiteiras, com mais de 45% do total anual.

Contudo e apesar de um ligeiro aumento da produção e do valor, ainda não se recuperou da quebra de 2015.

O queijo é o laticínio que mais valor cria na indústria açoriana, pesando mais de 45 por cento no total anual da faturação.

Contudo, a indústria açoriana faturou em 2018 menos cerca de 3 milhões de euros (menos 2,2%) com a venda de queijo do que tinha faturado quatro anos atrás, em 2014, isto quando a produção na comparação desses dois anos até aumentou cerca de 1600 toneladas (mais 5,7%).

Este é um dos fatores que ajuda a enquadrar a crise no preço do leite e que tem uma explicação muito clara, olhando para os mais recentes dados do setor do leite publicados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).

E esta explicação é o fim das quotas leiteiras na União Europeia em 2015, ano no qual a faturação do queijo açoriano caiu abruptamente mais de 7% com uma diminuição de quase 10 milhões de euros de faturação face a 2014.

De 2015 para cá, a produção de queijo e o valor em faturação têm vindo a aumentar progressivamente na indústria açoriana, mas apesar do bom resultado obtido em 2018, ainda não se atingiu - mesmo com mais produção - o valor de faturação obtido em 2014, antes da crise das quotas leiteiras.

Pelo contrário, a faturação do leite para consumo (o leite UHT) aumentou muito depois do fim das quotas, mas fruto também de alguma desvalorização do produto, uma vez que o aumento da produção pela indústria de leite para consumo entre 2014 e 2018 foi superior (25,7%) ao aumento da faturação da indústria sobre o leite para consumo no mesmo período e que foi de 20,7%.

E a faturação do queijo (133,8 milhões de euros em 2018) é ainda assim mais do dobro da faturação da indústria com o leite para consumo, que foi de 65,2 milhões de euros em 2018.

Se tivermos em conta todos os laticínios, a faturação da indústria aumentou 4,8% entre 2014 e 2018, de 289,1 milhões de euros para 302,8 milhões de euros.

Contudo, as perdas de valor ainda não recuperadas no queijo e a dificuldade em extrair maior valor do leite para consumo, o segundo produto com mais faturação na indústria de laticínios, ajudam a explicar muito do contexto que tem levado a que o preço do leite pago à produção não tenha aumentado nos Açores na medida em que os produtores esperavam.

Mas há um produto lácteo que teve uma evolução muito positiva entre 2014 e 2018: a manteiga. A indústria viu a faturação deste produto subir mais de 15 milhões de euros (42,1%) nos últimos quatro anos, um valor bastante acima do aumento da produção de manteiga pela indústria, que foi de apenas 24,5% nos últimos quatro anos, sendo a manteiga, aliás, o terceiro produto com maior peso na faturação anual da indústria açoriana, com 52,5 milhões de euros em 2018.

De registar ainda a boa evolução dos iogurtes, um produto que pesa pouco em quantidade na indústria de laticínios, mas que cresceu 21,9% em produção e 23,7% em faturação no período entre 2014 e 2018, embora ainda fature menos de um milhão de euros por ano.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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