Economia

Carnaval da Terceira será Património Cultural Imaterial

  • 3 de Março de 2019
  • 49 Visualizações, Última Leitura a 25 Agosto 2019 às 11:48
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As danças e bailinhos de Carnaval da ilha Terceira deverão ser integradas no inventário do Património Cultural Imaterial de Portugal, em breve, segundo avançou à Lusa a direção regional da Cultura.

“Esse processo já está mesmo na sua versão final para ser reconhecido e ter autorização para integrar este inventário nacional. A única questão que está pendente são os pareceres das duas câmaras municipais da ilha Terceira”, adiantou a diretora regional da Cultura, Susana Goulart Costa.

Em setembro de 2013 foi aprovada, por unanimidade, uma resolução na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, apresentada pelo PSD, que recomendava ao Governo Regional que efetuasse as diligências necessárias para a classificação destas manifestações tradicionais como Património Cultural Imaterial de Portugal.

A direção regional da Cultura apresentou um pedido de inscrição das danças e bailinhos de Carnaval no Inventário do Património Cultural Imaterial em junho de 2016 e a demora na aprovação já levou o PSD a pedir justificações, por requerimento, no parlamento açoriano.

“O Carnaval terceirense é um exemplo vivo da criatividade do nosso povo. Uma tradição popular que atravessa e contagia as gerações e, se quisermos, uma bandeira cultural dos terceirenses”, salientou o deputado social-democrata César Toste, citado numa nota de imprensa, lembrando que “já se passaram três anos sobre a entrada do pedido da Direção Regional da Cultura”.

Segundo a diretora regional da Cultura, o hiato temporal entre o requerimento e a formalização prendeu-se com a necessidade de “levantamento de informação” junto de todas as entidades que “promovem, divulgam e dão corpo às manifestações de Carnaval”.

“Creio que, muito em breve, poderemos dizer que os bailinhos da ilha Terceira vão integrar o inventário do património imaterial nacional”, frisou, acrescentando que no caso do património imaterial, ao contrário do que acontece com bens móveis e imóveis, não existe uma classificação, mas o registo de um inventário.

Para Susana Goulart Costa, a importância deste reconhecimento prende-se sobretudo com a necessidade de “valorização, dignificação e divulgação” das danças e bailinhos de Carnaval e não tanto com a sua preservação.

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo já deu um parecer positivo à integração das manifestações de teatro popular no Património Cultural Imaterial de Portugal.

Já o município da Praia da Vitória está ainda a analisar a proposta, mas deverá emitir igualmente um parecer positivo.


Fonte: Lusa

 

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