Economia

Açores selecionados para projeto europeu de “energia limpa”

  • 19 de Fevereiro de 2019
  • 56 Visualizações, Última Leitura a 20 Maio 2019 às 06:28
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Os Açores estão entre as 26 regiões insulares europeias selecionadas pelo Secretariado Europeu para a Energia Limpa nas Ilhas, da Comissão Europeia, para apoio a um processo de transição para a autossuficiência e sustentabilidade energética, noticiou ontem a agência Lusa.

A iniciativa da Comissão Europeia “Energias Limpas para as Ilhas Europeias” tem como objetivos promover a autossuficiência energética das ilhas, incentivar a redução da dependência de importação de combustíveis fósseis e oferecer as melhores soluções para promover as energias renováveis nas ilhas.

Como explica Andreia Carreiro, diretora regional da Energia, ao abrigo desta iniciativa, a Região terá de apresentar, até 2020, um plano para promoção da autossuficiência energética das ilhas e incremento das fontes de energia renováveis.

Para a diretora regional, o facto de o arquipélago ter sido selecionado é “muito importante”, nomeadamente para acesso a fundos comunitários, sendo interpretado pelo executivo açoriano como o reconhecimento do esforço que tem sido feito na Região para incrementar o uso de “energias limpas”, bem como dos recursos naturais que o arquipélago possui.

Para já, numa primeira fase, até ao verão de 2019, será a Ilha da Culatra (Faro), bem como outras cinco, na Irlanda, Croácia, Espanha, Itália e Grécia, a desenvolver e apresentar as suas agendas de transição energética.

De acordo com um comunicado da Universidade do Algarve (UAlg), a que a Lusa teve acesso, a Ilha da Culatra vai ter uma comunidade piloto em energias renováveis ao abrigo do projeto “Culatra 2030 – Comunidade Energética Sustentável”, coordenado pela Universidade do Algarve, e a realizar em parceria com a associação de moradores da ilha.

Em comunicado, a UAlg refere que o projeto “posicionará a região como centro de excelência em investigação e formação em energias renováveis”, sendo debatidas, durante o processo, soluções técnicas entre população, investigadores e tecido empresarial.

“Deste debate com os moradores resultará o dimensionamento de uma planta de geração e armazenamento de energia produzida a partir de fontes de energias renováveis, com a utilização de excedentes para a potencial dessalinização de água e tratamento de resíduos”, lê-se na nota.

André Pacheco, investigador da UAlg e membro da equipa do projeto, refere que o desafio “é que todas as estruturas da ilha possam ser energeticamente eficientes e ter consumos mínimos de energia”, o que significa que “a comunidade deverá produzir energia por fontes exclusivamente renováveis”.

Por outro lado, deverá ser privilegiada a mobilidade elétrica e a prática de modos de vida sustentáveis, ou seja, “a comunidade deverá gerir o seu sistema energético, a produção de água para auto consumo e valorizar os seus resíduos”.


Fonte: Açoriano Oriental/Lusa

 

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