Economia

ANACOM diz ser de “grande urgência tomar decisões” nos cabos submarinos

  • 18 de Fevereiro de 2019
  • 17 Visualizações, Última Leitura a 21 Março 2019 às 21:51
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Regulador lembra que os atuais cabos que asseguram a ligação entre as ilhas, e entre estas e o Continente, têm validade só até 2024/2025.

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) insiste no alerta às autoridades de que urge tomar decisões no que respeita aos cabos submarinos.

A insistência no alerta do regulador decorre do facto de que os atuais cabos submarinos, que asseguram a ligação entre o Continente, os Açores e a Madeira, e entre as Regiões Autónomas, têm o fim da sua vida útil previsto para 2024/2025 (o Columbus III em 2024 e o Atlantis-2 em 2025).

Atendendo a esta situação, a ANACOM entende que “é de grande urgência tomar decisões que assegurem a entrada em operação de novas interligações antes dessas datas”.

A Autoridade Nacional de Comunicações tem vindo a alertar o Governo da República, os governos regionais dos Açores e da Madeira e os operadores “para a necessidade de se encontrar a solução para este problema”.

Até agora, no entanto, sem êxito. Ainda recentemente, o Secretário de Estado das Infraestruturas esteve em São Miguel e não se comprometeu com decisões este ano quanto ao modelo de cabo submarino (de fibra ótica) que será implementado, alegando a grande envergadura da obra - um estudo encomendado pelo Governo dos Açores aponta para um investimento, a ser suportado pela República, na ordem dos 150 milhões de euros - e o próprio tempo que é necessário para elaborar o respetivo concurso.

“É muito cedo ainda para falarmos em valores e sobre como os vamos enquadrar”, afirmou Guilherme W. d’Oliveira Martins, depois de se ter reunido em Ponta Delgada com a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas, Ana Cunha.

Na altura, o secretário de Estado referiu-se à necessidade de, antes de ser tomada uma decisão política sobre o assunto, haver um enquadramento técnico e propostas de investimento, adiantando haver operadores interessados em participar no investimento.

O que ficou então assente - como noticiou o AO - é que o Governo da República iria criar no primeiro semestre deste ano um Grupo de Trabalho, com a participação da ANACOM, dos Açores e da Madeira, para analisar as opções técnicas e ajudar na tomada de decisão política sobre esta matéria. Presentemente, os cabos submarinos que servem a rede de fibra ótica disponível nos Açores - e, por conseguinte, a acessibilidade desta região em termos de comunicações -, estão dependentes de um único operador, a Altice Portugal.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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