Economia

AL+ não deve ter regras que “possam não ser exequíveis”

  • 15 de Fevereiro de 2019
  • 107 Visualizações, Última Leitura a 17 Setembro 2019 às 22:48
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O alerta é do presidente da Associação do Alojamento Local dos Açores (ALA), para quem a criação do novo AL+ é positiva, por princípio, logo que as regras e a fiscalização sejam bem definidas. Caso contrário, pode ser “um convite à ilegalidade”.

O presidente da Associação do Alojamento Local dos Açores (ALA), Rui Correia, diz não estar contra a criação de uma nova tipologia de Alojamento Local de maior qualidade - o AL+ - mas admite “alguns receios” e alerta para a necessidade das regras serem “exequíveis”, bem fiscalizadas e não permitirem “velocidades diferentes” no crescimento entre concelhos e ilhas.

Segundo afirma em declarações ao Açoriano Oriental o presidente da ALA, Rui Correia, “não sabemos que tipologias vão estar nesta nova categoria, porque o Alojamento Local pode ser em moradias, pode ser em apartamentos e pode ser um hostel”.

Por isso, alerta, não só é preciso fazer essa definição, como também garantir que “as exigências que vão ser feitas” acabem por “não ser exequíveis”.

O presidente da ALA considera ser também importante saber quem vai fiscalizar os novos AL+, se a Direção Regional do Turismo, se as Câmaras Municipais e como é que irá ser garantida a maior qualidade desses novos empreendimentos.

Até porque, alerta novamente Rui Correia, caso as exigências sejam muito grandes, “podemos chegar a um ponto que seja quase um convite à ilegalidade”.

Isto sobretudo durante a época alta, a altura em que é mais difícil para as inspeções atuarem “e não queremos que isso aconteça, porque depois seremos todos prejudicados, de forma direta ou indireta”, afirma Rui Correia.

O presidente da ALA manifesta ainda a sua preocupação sobre a possibilidade de haver um crescimento a “velocidades diferentes” entre as localidades que vão continuar sem limitações de aparecimento de novos AL e aquelas em que essas limitações vão ser introduzidas, o mesmo acontecendo entre ilhas.

Rui Correia considera, por fim, ser importante saber “que investimento” o AL+ irá implicar em relação ao Alojamento Local atual, “porque as estatísticas demonstram que foi o Alojamento Local que deu resposta” ao grande crescimento da procura desde 2015.

Por isso, questiona o presidente da ALA: “a forma de sermos premiados é criarem-nos mais dificuldades, quando foi a iniciativa privada, sem qualquer tipo de apoios, que deu resposta para que as pessoas, quando chegassem aos Açores, pudessem ter acomodação”?

Recorde-se que o relatório intermédio do Programa de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA) propôs limitações para o aparecimento de novos Alojamentos Locais (AL) em São Miguel e a criação de uma nova categoria - o AL+ - cujo regulamento ainda está em estudo pelo Governo, mas que será uma forma mais qualificada e exigente de Alojamento Local.

A revisão do POTRAA prevê que nas cidades e vilas que são sede de concelho em São Miguel só seja permitida a abertura de novos alojamentos com a categoria de AL+, que irá ser implementada com a Revisão do Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos.

Nas restantes áreas urbanas e nas zonas rurais de São Miguel não haverá limites ao surgimento de novos Alojamentos Locais normais, mas o relatório intermédio do POTRAA propõe uma monitorização do crescimento desta tipologia para, eventualmente, impor restrições.

Isto enquanto para os futuros estabelecimentos de Alojamento Local com categoria de AL+ não estão previstas restrições ao seu crescimento.

A Associação de Alojamento Local dos Açores surgiu há apenas um ano e, por isso, não participou na preparação das propostas que constam no relatório do novo POTRAA, que está até ao próximo dia 22 de março em discussão pública.

Mas o seu presidente espera agora que a ALA possa participar ativamente na preparação da regulamentação da nova categoria do AL+.

Genericamente, a Associação do Alojamento Local dos Açores concorda com a criação do AL+, na medida em que “o princípio que seja diferenciador pela positiva é sempre benéfico, no entanto, temos alguns receios”, conclui Rui Correia.


“Estamos entre dois dos maiores mercados emissores de turistas”

O presidente da Associação do Alojamento Local dos Açores, Rui Correia, considera que a Região ainda pode explorar mais em termos turísticos a sua posição central no Atlântico.

“Temos de olhar para o outro lado do Atlântico”, alerta Rui Correia, para quem os Açores precisam ter consciência da sua centralidade no Atlântico para tirarem proveito dela em termos turísticos.

“Estamos no centro do Atlântico, entre dois continentes e entre dois dos maiores mercados emissores de turistas” que são a Europa e a América do Norte, afirma o presidente da ALA. Por isso, conclui, “os Estados Unidos e o Canadá terão uma palavra a dizer nos próximos anos”, sendo exemplo disso o interesse de companhias aéreas americanas nos Açores.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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