Economia

Sazonalidade no Turismo

  • 12 de Fevereiro de 2019
  • 72 Visualizações, Última Leitura a 20 Setembro 2019 às 12:10
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Os Açores têm sido galardoados e reconhecidos a nível nacional e internacional como um destino turístico a não perder.

Se em 2018, a Publituris atribui à região o galardão de Melhor Região de Turismo Nacional, em 2019 o conceituado jornal norte-americano New York Times considerou os Açores um dos destinos a visitar em 2019.

Todo este reconhecimento obriga a uma reflexão crítica sobre os desafios que este ano pode trazer para os Açores em matéria de turismo.

De acordo com as Contas Satélites do Turismo, cerca de 6.7% do VAB total da economia dos Açores é gerado pelo Turismo, representando 10% do emprego total regional.

O turismo enquanto atividade económica tem como particularidade necessitar de muitos recursos de outros sectores, pelo que tende a ser uma força motriz para o desenvolvimento dos demais sectores.

Neste contexto, compreende-se que uma grande maioria (97%) dos açorianos considere que o turismo é bom para os Açores e gera impactos positivos (77%), segundo os resultados apurados no Inquérito aos Residentes sobre Turismo.

Contudo, estes resultados positivos tendem a estar concentrados nalguns períodos do ano, fruto da denominada sazonalidade.

Esta é vista como um problema que limita a rentabilidade económica e deriva do facto do destino não ser capaz de atrair de forma constante turistas todo o ano.

Tem, ainda, outros efeitos económicos como a superlotação de destinos e atrações durante períodos de pico da procura, o uso ineficiente dos recursos de turismo nos períodos de baixa procura ou até mesmo a falta de capacidade de oferta nos períodos de grande procura.

Ao nível sociocultural, a sazonalidade tende a gerar flutuações no emprego/desemprego, a partilha do uso dos recursos entre locais e turistas e, por vezes, causa saturação de algumas atrações mais populares.

Um dos desafios para 2019 passa por encontrar soluções para mitigar a sazonalidade nos Açores!

Este desafio é partilhado por diversos destinos que há muito o debatem.

E uma das respostas mais bem-sucedida centra-se na oferta de experiências diferenciadas, fora dos espaços tradicionais, e que promovam as condições únicas do destino nos seus períodos de menor procura.


Açoriano Oriental / Artigo de Teresa Borges

 

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