Economia

Açores afinam estratégia para apoios europeus à inovação

  • 6 de Fevereiro de 2019
  • 102 Visualizações, Última Leitura a 22 Agosto 2019 às 00:17
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Governo Regional, Universidade dos Açores e Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) formam a estrutura açoriana que, enquadrada no projeto Forward - Promover a Excelência da Investigação nas Regiões Ultraperiféricas da União Europeia, procura, entre outros objetivos, criar condições para que os investigadores e as empresas da Região possam, no futuro, recorrer, com maior sucesso, aos fundos que Bruxelas tem reservado para áreas como a ciência, tecnologia e inovação.

Ontem, representantes das três entidades reuniram-se, em Ponta Delgada, tendo definido uma posição conjunta sobre o projeto, visão essa que envolve a criação de uma agenda de investigação e que será partilhada com os consórcios das restantes Regiões Ultraperiféricas (RUP), num encontro a realizar na próxima semana em Las Palmas, nas Canárias.

“O que fica desta reunião é a necessidade de este projeto Forward potenciar o surgimento de uma agenda de investigação e inovação para as RUP, que deverá depois ser consubstanciada com momentos de encontro entre as várias partes e, com isso, aproveitando para otimizar o acesso aos próprios fundos comunitários”, indicou o diretor regional da Ciência e Tecnologia aos jornalistas, terminado o encontro na Escola de Formação Turística e Hoteleira.

São, para já, essas as ideias base que a comitiva açoriana pretende deixar em sugestão ao consórcio Forward, que integra as entidades governativas responsáveis pelas políticas de investigação e inovação das nove regiões ultraperiféricas da UE, tal como os principais atores dessas áreas em específico.

O projeto, que decorre até 2021, desenvolve-se, num primeiro plano, a um nível intrarregional. No entanto, é no domínio inter-regional que se cumpre o seu principal objetivo: definir uma estratégia conjunta para as regiões ultraperiféricas que lhes permita concorrer , com países de maior dimensão, aos 100 mil milhões de euros que a Comissão Europeia pretende destinar à Ciência e Tecnologia no próximo Quadro Comunitário de Apoio, no programa Horizonte Europa para o período 2021-2027.

“Queremos que esse projeto seja o pontapé de saída para uma agenda comum de investigação a partir das RUP; que a partir daqui seja possível estabelecer linhas de contacto e de trabalho comuns, criando outra capacidade de aceder aos fundos centralizados e com outra exposição do que fazemos nos Açores”, afirmou Bruno Pacheco.

Lembrou o diretor regional que “uma parte do orçamento da União Europeia está organizado em fundos que não estão regionalizados e que , muitas vezes, as regiões ultraperiféricas têm dificuldade em aceder a esses fundos”.

Por essa razão, está em crer que, com a criação de “uma rede regional de contactos” dentro do consórcio Forward, “será mais fácil financiar outro tipo de iniciativas no âmbito dos projetos de investigação e inovação”.

A pró-reitora para a Inovação e Empreendedorismo da Universidade dos Açores, Sandra Dias Faria, também marcou presença na reunião de ontem, tendo explicado que o papel da academia açoriana vai incidir, numa primeira fase, no diagnóstico das necessidades em termos de investigação e, só depois, na aplicação dos resultados daí resultantes.

“Este projeto será importante no desenho desta nova estrutura que se está a criar na Universidade para potenciar, não só o desenvolvimento de investigação que esteja direcionada para aquilo que são as questões essenciais para o nosso tecido empresarial, mas, também, na aproximação de ambas as partes em prol da Região e daquilo que são os interesses da Região”, indicou Sandra Dias Faria, dando igualmente nota que a UAc irá criar “uma unidade de transferência de conhecimento, com a criação da incubadora”.

O projeto contou com uma dotação de 4,2 milhões de euros e, com um prazo de execução até 2021, reservou para os Açores 476 mil euros, quantia que se destina à melhoria das capacidades dos agentes açorianos ao nível da gestão dos projetos e das candidaturas aos fundos comunitários.


Agenda de investigação é ‘fundamental para o projeto’ diz Mário Fortuna

A criação de uma agenda de investigação” é uma peça fundamental” no projeto Forward, defendeu o presidente da Câmara do Comércio dos Açores.

“A agenda de investigação é que vai determinar o que é que as entidades públicas estão ou não disponíveis para apoiar”, referiu Mário Fortuna.

O representante do tecido empresarial no arquipélago, sublinhou que “as empresas regionais estão sempre interessadas no contexto que é criado para o seu funcionamento”, pelo que considera tão mais pertinente, nos Açores, a canalização de investigação para áreas como o mar, transportes, turismo e agricultura.

“Quanto melhor nós conhecermos os detalhes destas áreas, tanto melhor será o contexto criado para o funcionamento das empresas”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Sete mais Nove? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos