Economia

Açores com a maior taxa de sobrevivência das empresas

  • 6 de Fevereiro de 2019
  • 55 Visualizações, Última Leitura a 19 Abril 2019 às 06:44
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Os Açores são a região do país com a maior taxa de sobrevivência das empresas ao fim de quatro anos. Segundo o estudo do Banco de Portugal sobre o dinamismo empresarial em Portugal divulgado esta semana, na Região Autónoma dos Açores 79% das empresas não financeiras criadas em 2013, continuavam em atividade em 2017 - uma percentagem muito próxima das registadas no Alentejo (78%) e na Região Centro (77%).

Já Lisboa foi a zona do país onde se registou a menor taxa de sobrevivência das empresas ao fim de quatro anos - apenas 70% das empresas criadas em 2013 haviam sobrevivido em 2017.

Como se pode verificar ainda na análise agora publicada, as empresas com sede nos Açores com um ano apresentam uma taxa de sobrevivência de 95%, descendo depois para 89% quando completam dois anos, e para 80% ao alcançar os três anos.

De referir que a taxa nacional de sobrevivência das empresas nesse período fixou-se em 74%.

Segundo o referido estudo da Central de Balanços do Banco de Portugal, todas as regiões do país registaram entre 2013 e 2017 uma variação positiva do número de empresas em atividade, ou seja, houve um aumento em todas as regiões, sendo que se verificou uma subida de 7% para o todo nacional, justificada “pela evolução das microempresas, que apresentaram um crescimento acumulado de 6,3% nesse período”, adianta o estudo.

Nos Açores, a taxa de variação do número de empresas foi das mais altas (12,3%), mantendo-se em todo este período com um rácio de natalidade/mortalidade [de empresas] superior a 1 - o que não aconteceu, por exemplo, com Lisboa e Algarve em 2013.

Em todos os setores de atividade económica houve um aumento do número de empresas em atividade no período em análise, com exceção da construção (redução de 4,3% no todo nacional).

Tendo sido o setor da agricultura e pescas que apresentou o maior crescimento no período em análise (31,3%), seguindo-se outros serviços (13,2%).

O estudo, baseado nos dados da Informação Empresarial Simplificada, adianta que, em 2017, das cerca de 430 mil empresas em atividade com sede em Portugal, perto de 21 mil eram empresas de elevado crescimento, e destas, cerca de um quinto (4,4 mil empresas) tinham até cinco anos de atividade (as chamadas gazelas).

A análise da Central de Balanços do Banco de Portugal refere ainda que a dimensão média das empresas criadas em cada ano diminuiu entre 2013 e 2017: em média as empresas que iniciaram atividade em 2017 geraram 69 mil euros de volume de negócios e empregavam 1,7 pessoas ao serviço, menos 11 mil euros e 0,3 pessoas ao serviço do que as que iniciaram atividade em 2013.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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