Economia

ATA aprova Plano e Orçamento de 9,8 milhões para este ano

  • 5 de Fevereiro de 2019
  • 79 Visualizações, Última Leitura a 19 Abril 2019 às 07:07
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Assembleia Geral da Associação Turismo dos Açores aprovou o orçamento para este ano, que abre uma nova era na ATA, agora gerida por privados, após a saída do Governo. Falta aprovar novos estatutos e decidir se haverá eleições antecipadas.

O Plano e Orçamento da Associação Turismo dos Açores (ATA) para este ano, num montante global de cerca de 9,8 milhões de euros, foi ontem aprovado na Assembleia Geral desta instituição, que passa a ser liderada pelos seus cerca de 140 associados privados, depois das saídas do Governo dos Açores e da SATA.

Segue-se agora a aprovação dos novos estatutos da ATA, o que deverá acontecer em nova Assembleia Geral da associação, provavelmente até ao final deste mês.

Nessa altura e após aprovação das contas relativas a 2018, será tomada a decisão de se marcar ou não eleições para uma nova direção, que reflita o novo estatuto privado da ATA.

Para já, lembrou o vice-presidente da direção da ATA, Luís Rego, em declarações aos jornalistas no final da Assembleia Geral de ontem, que decorreu no Auditório do LREC, em Ponta Delgada, “esta direção está legitimada em eleições até ao próximo mês de agosto e só haverá uma alteração se os associados assim o entenderem e se houver algum motivo de força maior para que haja alguma alteração e eleições mais cedo”.

Sobre o Plano e Orçamento para este ano, o vice-presidente da ATA lembra que ele vem na sequência de planos anteriores e acaba por seguir “a orientação da tutela no que diz respeito à promoção turística da Região”.

Ou seja, apesar da Região sair da ATA, as verbas para a promoção turística dos Açores continuam a vir, na sua grande maioria, diretamente do orçamento regional ou de fundos comunitários do Programa Operacional Açores 2020, pelo que as grandes opções estratégicas continuarão a ser tomadas pelo Governo.

Contudo, com uma gestão privada, a ATA deverá sobretudo tentar daqui para a frente influenciar a forma como o Governo contratualiza a promoção turística dos Açores, no sentido de a adaptar à realidade desse setor, onde a planificação a vários anos é essencial.

Quer isto dizer que será importante para a ATA saber antecipadamente com que verbas poderá contar a dois, três anos, para poder planificar as suas atividades e assumir compromissos com a devida antecedência, em vez de trabalhar numa base anual, conforme os ciclos orçamentais do Governo dos Açores.

Luís Rego salienta mesmo que, daqui para a frente, a ATA será a única associação privada no país com a responsabilidade de promover uma região em termos turísticos.

A Associação Turismo dos Açores tem cerca de 140 associados e cerca de 30 funcionários e, para já, não se esperam alterações substanciais na sua estrutura societária, para além da saída do Governo e da SATA, passando agora a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, que é fundadora da associação, a ser o associado com maior peso institucional.

De futuro, afirma Luís Rego, “cada associado é livre de se manter ou não e caberá a cada um decidir se deve ou não manter-se na associação e se a ATA serve os interesses de cada associado. Essa será uma decisão que caberá a cada um e não à direção”.

Outra questão é a do pagamento das responsabilidades financeiras passadas do Governo em relação à ATA, que rondarão os sete milhões de euros.

Um compromisso que já terá sido assumido pelo Governo junto da direção da ATA, lembrando Luís Rego que “a dívida que a associação tem é fruto de um atraso de pagamentos e de compromissos com o Governo, que estão assumidos e irão ser cumpridos, o que a nós nos tranquiliza e não vejo aqui qualquer problema”.

Do orçamento de 9,8 milhões de euros da ATA para este ano, uma verba de 2 milhões vem diretamente da Região, através da Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, a que se juntarão verbas superiores a 6,3 milhões de euros provenientes de ações de promoção turística financiadas por verbas de fundos comunitários do Programa Operacional Açores 2020 e ainda uma verba superior a um milhão de euros proveniente de contratos com o Turismo de Portugal.

Os gastos com pessoal são neste momento a maior despesa fixa da Associação Turismo dos Açores, representando uma despesa anual de cerca de 800 mil euros, financiados em mais de 650 mil euros por verbas provenientes de fundos comunitários.


Alemanha, Escandinávia, Espanha, Reino Unido e EUA são a maior aposta

Alemanha, Escandinávia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos da América (EUA) são os mercados emissores de turistas nos quais a Associação Turismo dos Açores mais vai investir durante este ano, segundo o Plano e Orçamento para 2019, ontem aprovado em Assembleia Geral.

Todos estes mercados irão ter verbas de promoção a rondar ou mesmo superiores a um milhão de euros, na soma das várias vertentes da promoção.

Em destaque estará também o mercado português, com uma verba destinada à promoção em todas as vertentes a rondar os 800 mil euros, na sua grande maioria para investir na presença em feiras e workshops. Recorde-se que a ATA aprovou ontem um Plano e Orçamento para 2019 de 9,8 milhões de euros.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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