Economia

Crescimento do turismo agrada aos residentes

  • 5 de Fevereiro de 2019
  • 59 Visualizações, Última Leitura a 19 Agosto 2019 às 16:56
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Apesar dos residentes revelarem ter uma opinião boa ou excelente sobre o turismo na Região, não deixam de se mostrar preocupados com a massificação e a degradação ambiental do arquipélago.

Os residentes continuam a mostrar-se entusiasmados com o desenvolvimento do turismo na Região, mas ainda revelam estar preocupados com a massificação do destino, a degradação ambiental e a qualidade do serviço.

Estes são os dados gerais do Inquérito aos Residentes sobre o Turismo nos Açores, realizado pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), o qual conclui que “em 2018, os residentes na Região Autónoma dos Açores (RAA) continuam a situar-se no nível de acolhimento, embora com alguns sinais de transição para o nível de tolerância”.

“Na sua larga maioria, continuam a valorizar bastante os impactes positivos do turismo, a gostar de ver os turistas e a não se sentirem incomodados com a sua presença e, inclusivamente, a quererem mais turismo no futuro, mas começam, embora residualmente e com mais expressão nas ilhas de maior concentração turística, a ter maior consciência dos impactes negativos do desenvolvimento desta atividade”, conclui o SREA.

Para o Serviço Regional de Estatística, este resultado é “bastante positivo”, lembrando que, “de 2005 para 2017, por influência da abertura do espaço aéreo regional a companhias aéreas ‘low cost’ em 2015, a capacidade de alojamento turístico subiu na RAA cerca de 23% e o número de dormidas, cerca de 91%”.

Detalhando os dados agora divulgados, verifica-se que em 2018 a opinião dos residentes no arquipélago em termos gerais sobre o Turismo na Região era positiva (boa ou excelente) para a maioria dos residentes (cerca de 77%), valor que é superior ao observado em 2005 (cerca de 53%).

Quanto ao fluxo de turistas, houve uma clara evolução desde 2005 para 2018. Em 2005, a maioria dos residentes inquiridos considerava esse fluxo baixo ou moderado (cerca de 70%) e, em 2018, a maioria (cerca de 94%) considera-o moderado, alto ou mesmo muito alto.

Apesar disso, a maior parte dos residentes quer mais ou mesmo muito mais turismo nos Açores.Assim na generalidade, em 2018, a quase totalidade dos residentes (97%) concorda que o turismo é bom para os Açores, enquanto em 2005 os que concordavam representavam 94,9%.

Em termos económicos, verificou-se que 90,4% dos inquiridos concorda que o turismo beneficia as empresas locais; 93,1% concorda que o turismo atrai investimentos para a economia local; 87,6% concorda que o turismo incentiva a produção e comercialização de produtos locais: 85,6% concorda que o turismo cria postos de trabalho para os residentes e 81,9% concorda que o turismo dá emprego à juventude local.

No único impacte económico negativo em avaliação, o qual está relacionado com o aumento dos preços, as opiniões estão mais próximas, com cerca de 47% a concordar que os preços aumentaram devido ao crescimento do turismo e 34% a discordar.

Neste inquérito, o SREA procurou ainda perceber as consequências socioculturais do turismo, tendo percebido que a maioria dos inquiridos concorda que o turismo ajuda a criar novos serviços que servem os residentes; estimula a cultura local e o artesanato; e contribui para a preservação e promoção do património, entre outros.

Por sua vez, em termos ambientais os residentes concordam que o turismo fomenta uma maior sensibilização para a proteção dos recursos naturais. Ainda neste ponto, a maioria dos inquiridos diz discordar que o turismo provoque alterações na paisagem e na biodiversidade ou problemas de trânsito e de estacionamento.

Já em termos pessoais, o SREA destaca que a quase totalidade dos inquiridos (cerca de 98%) revelou sentir orgulho em receber turistas na sua ilha.

Neste inquérito, os residentes tiveram ainda oportunidade de exprimir as suas preocupações em relação ao turismo nos Açores, assim como sugestões para o melhorar.

Entre as preocupações foram realçados aspetos como a massificação, a degradação do meio ambiente, a falta de qualidade nos serviços prestados e as dificuldades relacionadas com os transportes e acessibilidades (estes quatro aspetos representam, em conjunto, cerca de 73% das referências).

Em seguida, foram mencionados aspetos relacionados com o aumento do custo de vida provocado pelo turismo e a desigualdade entre as ilhas face ao turismo.

Já residualmente, foram ainda alvo de preocupação questões como o aumento da criminalidade, a degradação dos costumes e qualidade de vida, bem como da cultura e tradições e a falta de retorno económico do turismo.

Por outro lado, em relação às sugestões, a maior parte das referências diz respeito à melhoria dos transportes e das acessibilidades, à restauração, à formação profissional na área do turismo e à preservação do meio ambiente.

Maioria dos inquiridos gosta de ver turistas em locais de beleza natural O Inquérito aos Residentes sobre o Turismo nos Açores revela que a maioria dos residentes inquiridos afirma que gostam de ver turistas nas suas ilhas.

De acordo com os dados agora divulgados, cerca de 67% dos inquiridos diz existirem locais onde gostam de ver turistas, enquanto em 2005 esse valor era de 25% e 53,6% era indiferente.

Entre os que responderam “Sim” a esta questão, os locais mais referidos foram: os sítios de interesse turístico natural (25,5%), em toda a ilha (21,3%), zonas de lazer (15,6%), sítios de interesse histórico-cultural (12,6%) e a localidade onde vivem (11,4%).

Residualmente, houve algumas respostas relacionadas com eventos (4%) e comércio e restauração (9%).Já em relação aos locais onde os residentes não gostam de ver turistas, a larga maioria (cerca de 85%), respondeu que não existe.

Entre a percentagem residual que respondeu que não gostam de ver turistas, foram referidos, sobretudo, sítios de interesse turístico natural sensíveis em termos ecológicos (37,5%), zonas balneares, de lazer e trilhos (31,3%) e comércio e restauração (12,5%), denotando - segundo o SREA - “alguma preocupação com a preservação do ambiente e a possibilidade de saturação de alguns lugares frequentados pelos residentes”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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