Economia

Novo concurso para conceção e construção do navio de passageiros

  • 11 de Janeiro de 2019
  • 115 Visualizações, Última Leitura a 16 Setembro 2019 às 10:13
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Depois do concurso anterior ter sido anulado, o governo regional lança um novo procedimento pelo mesmo preço base de 48 milhões de euros.

Foi lançado novo concurso para a conceção e construção de um navio ‘ro-ro’ para a Região Autónoma dos Açores, pelo preço base de 48 milhões de euros.

Com capacidade para 650 passageiros e 150 viaturas, o navio terá de ser concebido e executado num prazo de 580 dias, de acordo com o anúncio que foi publicado ontem em Diário da República.

O concurso limitado por prévia qualificação desenvolve-se em duas fases, sendo que a primeira corresponde à fase de apresentação de candidaturas e de qualificação dos candidatos segundo os requisitos mínimos de capacidade técnica e financeira definidos no programa do concurso.

Os candidatos qualificados passarão à segunda fase do procedimento, onde serão convidados a apresentar a proposta técnica e comercial, cujo mérito será avaliado à luz de diversos fatores definidos no programa do concurso.

Este concurso foi autorizado pela Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2018, de 13 de novembro, na sequência da anulação do anterior procedimento, do qual não resultou qualquer adjudicação por exclusão de todas as propostas apresentadas.

Recorde-se de que, no âmbito do concurso anterior, de um total de cinco candidaturas, tinham ficado pré-qualificadas três empresas, que em março de 2018 foram convidadas a apresentar as suas propostas, tendo sido entregues, em maio desse ano, propostas pela Astilleros Armon Gijon, S.A. com um preço de 47,5 milhões de euros; pela Hijos de J. Barreras com um preço de 59 milhões de euros; e pela Amedeo Resources PLC e Taizhou Kouan Shipbuilding CO Ltd, em agrupamento, com um preço de 43,5 milhões de euros.

Mas todas as propostas foram excluídas.A fase de apresentação de candidaturas neste novo concurso, agora lançado, está aberta durante os próximos 30 dias.

E a decisão de qualificação dos candidatos terá de ser tomada no prazo máximo de 60 dias úteis após o termo do prazo fixado para a apresentação das candidaturas, depois do qual os candidatos qualificados serão convidados a apresentar as suas propostas.

O júri do concurso volta a ser presidido por José Monteiro da Silva, Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas, jubilado, licenciado em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa, mestre e doutor pela Universidade da Pennsylvania, nos EUA.

Os vogais efetivos são Luís Filipe Melo, diretor regional dos Transportes; Manuel Ventura, professor no Departamento de Engenharia Mecânica, Área de Engenharia e Arquitetura Naval, do Instituto Superior Técnico; João Frade, Capitão da Marinha Mercante, professor adjunto na Escola Superior Náutica Infante D. Henrique; e José Augusto de Sousa Gomes, coordenador da Estrutura de Implementação do Plano Integrado dos Transportes.

O governo regional justifica, em nota do seu Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS), a opção pela construção de um navio “adaptado às condições meteorológicas e oceanográficas mais frequentes nos mares dos Açores e às infraestruturas portuárias existentes na Região”, com “o culminar de uma estratégia que tem vindo a ser preparada nas últimas décadas, de grande importância para a mobilidade interna e o fomento do mercado interno e, consequentemente, para a coesão económica e territorial do arquipélago”.

O executivo açoriano acredita ainda que este navio “poderá constituir um relevante meio operacional em operações de emergência e catástrofe”, uma vez que não existe na Região “nenhum outro meio com a mesma capacidade de evacuação de pessoas e de mobilização de meios e equipamentos para acudir as populações”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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