Economia

Operação privada de transporte aéreo de carga nos Açores

  • 5 de Dezembro de 2018
  • 7 Visualizações, Última Leitura a 9 Dezembro 2018 às 19:11
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Após dois adiamentos, o consórcio MAIS arrancou ontem com a operação de transporte aéreo de carga na Região. Cargueiro fará cinco ligações semanais entre o continente e São Miguel, com uma extensão à ilha Terceira em três dias.

O consórcio MAIS - Madeira Air Integrated Solutions, entre a companhia aérea Swiftair, o broker de aviação ALS e a empresa logística madeirense Loginsular, está, desde ontem, a garantir uma operação de transporte aéreo de carga entre Lisboa e Ponta Delgada, com extensão às Lajes, após dois adiamentos por razões técnicas e operacionais.

Utilizando um avião cargueiro com capacidade para oito toneladas, a MAIS - Madeira Air Integrated Solutions vai garantir cinco ligações semanais entre Lisboa e Ponta Delgada, com uma extensão ao aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, em três desses dias.

António Beirão, diretor executivo da MAIS, revela que o objetivo da empresa é “atingir os 75% de ocupação [do avião cargueiro] nos primeiros três meses” - “um desafio para a equipa, para os nossos parceiros, para a equipa de ‘handling’ no aeroporto de Ponta Delgada e para a Portway em Lisboa, mas vamos todos trabalhar nesse sentido, porque achamos que temos condições de oferecer um produto diferenciado a preços de mercado, para servir a economia regional e acrescentar valor de uma forma direta aos produtos da Região”, sublinhou.

O cargueiro da MAIS vai transportar correio, além de mercadorias.

“Os correios foram das primeiras entidades contactadas que mostraram um grande interesse em poder participar neste projeto como nossos parceiros, no sentido de garantir embarques mínimos diários, de maneira a que possam servir melhor os seus clientes na Região”, explicou António Beirão.

De acordo com o diretor executivo da MAIS, as empresas de correio expresso são também um importante cliente, porque são elas que garantem a distribuição dos produtos comercializados online, existindo ainda procura para o transporte de produtos perecíveis do continente, ou de peças para reparações urgentes, por exemplo.

Já da Região para o continente, António Beirão revela que, “na pesquisa que fizemos no mercado [local], o pescado é fundamental”, mas, sustenta o responsável, “há outros setores da economia que devem começar a olhar para a oportunidade que têm e para o valor acrescentado que podem ter nalguns produtos, se passarem a transportá-los por via aérea em vez de via marítima”, nomeadamente nas áreas agrícola e florícola.António Beirão adianta que o consórcio MAIS tem acordos com a Ibéria e a British Airways para fazer chegar a outros mercados os produtos açorianos.

“Qualquer empresa exportadora da Região pode beneficiar com este tipo de acordos. Podemos levar a mercadoria até ao continente e daí fazer ligação imediata a voos para a Europa, Extremo Oriente, ou Médio Oriente, de forma automática, sem haver transferência de agentes de ‘handling’ e reemissão de documentação”, explica, revelando, por outro lado, que, com a SATA, “em breve teremos ocasião para celebrar um acordo também no sentido de partilharmos algumas rotas aqui”.

Questionado se esta operação tem um período experimental, António Beirão nega: “tivemos que alocar um conjunto de meios e recursos importantes, e não faria sentido que o fizéssemos de uma forma experimental. Entrámos e estamos de pedra e cal, pelo menos até ao final do próximo ano. É esse o nosso projeto. O nosso sucesso só depende do sucesso dos nossos clientes”, realçou.

 

“Fazer concurso público, estando já um avião a voar, não faz sentido”

O diretor executivo do consórcio MAIS, António Beirão, considera que lançar um concurso público para a carga aérea sujeita a Obrigações de Serviço Público (OSP) não faz sentido na rota Lisboa - Ponta Delgada.

“Fazer um concurso público, estando já um avião a voar, não faz grande sentido”, afirmou, acrescentando que “há outras soluções”.

Segundo António Beirão, o consórcio gostaria de ver apoiadas as ligações à ilha Terceira. Mas ainda ontem, o diretor regional dos Transportes, Luís Filipe Melo, depois de congratular o consórcio pela operação, realçou que, “na perspetiva do Governo, são estas [as OSP] que dão garantia de previsibilidade em termos de continuidade, regularidade, frequência e capacidade de serviço”, e “que garantem os encaminhamentos de carga e, portanto, uma igualdade tarifária para todas as ilhas que compõem o arquipélago”.

Recorde-se que os dois concursos públicos lançados pelo Governo da República não chegaram ao fim - um ficou deserto e o outro foi cancelado por incumprimento do caderno de encargos.


Fonte: Açoriano Oriental

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Oito mais Dois? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos