Economia

Aumento de 9 por cento na quota de atum rabilho

  • 21 de Novembro de 2018
  • 59 Visualizações, Última Leitura a 20 Junho 2019 às 23:14
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Secretário regional salientou que embarcações da Região vão poder efetuar pesca dirigida a esta espécie que era considerada acessória.

A quota de atum rabilho teve um aumento de 9 por cento, foi decidido no 21º encontro da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT), que contou com representantes de mais de 70 países com frota atuneira a pescar no Atlântico e no Mediterrâneo.

Em reação a esta decisão, o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia salientou que este aumento de quota para o rabilho, uma espécie de alto valor comercial, se traduz “numa discriminação positiva para os Açores”, destacando o facto de, a partir de agora, as embarcações de salto e vara da Região poderem efetuar uma pesca dirigida a esta espécie de atum que até agora era considerada uma captura acessória.

Em nota do executivo regional, Gui Menezes salientou que “as quotas para todas as espécies de tunídeos não sofreram quaisquer cortes”, frisando que durante o próximo ano “os pescadores poderão manter o nível de capturas para todas as espécies de atuns ao nível de anos anteriores”.

Na mesma nota o responsável pelo setor das pescas congratulou-se com a posição do presidente da Federação das Pescas dos Açores, Gualberto Rita, que defendeu restrições à pesca de patudo nos mares da Região para recuperar os stocks, tal como o Comité Científico da ICCAT advoga.

Esta tomada de posição “reflete maturidade por parte do setor das pescas açoriano”, frisou Gui Menezes, citado na mesma nota, acrescentando que, “se não se fizer uma pesca racional de espécies como o atum patudo, serão esperadas, no futuro, repercussões económicas nas comunidades piscatórias”.

Refira-se que o Governo dos Açores, que esteve representado nesta reunião da ICCAT pelo Diretor Regional das Pescas, Luís Rodrigues, defendeu medidas como o fecho, por três meses, da pesca no Atlântico a embarcações cercadoras que utilizam dispositivos de agregação de pescado (FAD) e propôs uma limitação no número de FAD por embarcação, de modo a evitar a sobrepesca e a diminuir os impactos negativos do seu uso na rota migratória dos tunídeos.

Garantir a utilização de materiais biodegradáveis na construção de FAD, bem como a criação de corredores de passagem, permitindo a progressão natural da migração de tunídeos, e o aumento da presença de observadores de pesca a bordo de embarcações que utilizam FAD foram outras medidas defendidas pelo executivo açoriano neste encontro.


Fonte: Açoriano Oriental

 

 

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