Economia

Obras nas instalações do Terceira Tech Island nos Açores arrancam em 2019

  • 13 de Novembro de 2018
  • 60 Visualizações, Última Leitura a 23 Julho 2019 às 22:53
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As habitações requalificadas permitirão que as empresas captem quadros qualificados e a antiga escola será o complexo empresarial, revelou o vice-presidente.

As obras de transformação das antigas habitações e escola utilizadas pela Força Aérea norte-americana na base das Lajes em instalações para o projeto Terceira Tech Island deverão arrancar no próximo ano, avançou ontem o Governo Regional dos Açores.

“Preparámos já os concursos para a requalificação das habitações. Estamos a ultimar o projeto para a requalificação da escola, que será o complexo empresarial. As habitações permitirão que as empresas captem quadros qualificados à escala mundial para se instalarem cá. No seu conjunto, penso que teremos ao longo do próximo ano essas obras todas as decorrer”, adiantou o vice-presidente do executivo açoriano.

Sérgio Ávila falava na cerimónia de assinatura do auto de entrega e aceitação das habitações do Bairro Nascer do Sol e do complexo escolar, localizados na Praia da Vitória, entre a Força Aérea Portuguesa e o Governo Regional dos Açores, que decorreu em Angra do Heroísmo.

As infraestruturas utilizadas anteriormente pela Força Aérea norte-americana na base das Lajes foram dispensadas no âmbito da redução militar anunciada em 2015, que levou à rescisão por mútuo acordo de cerca de 400 funcionários portugueses.

O acordo hoje assinado prevê que os direitos e responsabilidades pelos edifícios, incluindo segurança, vigilância e manutenção, transitem da Força Aérea Portuguesa para o Governo Regional dos Açores, que pretende criar no local um complexo para empresas ligadas às novas tecnologias, com moradias para atrair programadores.

Sérgio Ávila realçou que o Governo Regional não esperou pela cedência das infraestruturas para avançar com o projeto Terceira Tech Island, que já formou 40 programadores e fixou na ilha seis empresas, em instalações provisórias.

“Este projeto tem condições até ao final de 2020 para criar um número de postos de trabalho diretos correspondente aos postos de trabalho reduzidos de forma direta pela redução da presença dos norte-americanos na base das Lajes”, apontou.

Segundo o vice-presidente do executivo açoriano, até ao final do próximo ano deverão ser criados na ilha Terceira “mais de 220 postos de trabalho novos na área da programação” e até ao final de 2020 prevê-se que esse número atinja os 400.

“Não ficámos à espera que houvesse situações que poderiam levar à utilização para o mesmo fim daquelas instalações. Encontrámos uma solução regional e nacional que nos permite criar uma alternativa consistente”, frisou.


Fonte: Lusa

 

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