Economia

Petição quer acabar com plástico descartável nos restaurantes

  • 31 de Outubro de 2018
  • 75 Visualizações, Última Leitura a 15 Setembro 2019 às 22:09
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Foi entregue no parlamento açoriano, a petição “Pela não utilização de louça descartável de plástico na restauração na Região Autónoma dos Açores”, depois de ter reunido mais de 300 assinaturas, o número necessário para garantir a sua discussão em plenário.

Segundo Pedro Neves, porta-voz do PAN - Pessoas - Animais - Natureza nos Açores e primeiro subscritor da petição, o que se pretende é determinar, por via legislativa, a não utilização de louça descartável nos setores da restauração no arquipélago.

“Nos Açores que são ilhas temos de ter um cuidado acrescido com o uso de plásticos, visto que a maior parte do plástico que é não reutilizável acaba no mar e entra na cadeia alimentar”, alertou, lembrando que os plásticos descartáveis representam 50% de todo o lixo marinho que com a sua deterioração acabam por se transformar em microplásticos, um perigo para a saúde humana e para o ambiente.

Nesse sentido, realçando que se estima que na União Europeia sejam libertados para o ambiente entre 75 mil a 300 mil toneladas de microplásticos por ano, lembrou que no espaço europeu o uso de plástico para apenas uma utilização será proibido em 2021, e que também no Orçamento do Estado se está a ter a mesma discussão.

Nesse sentido, esta petição defende ser urgente, por um lado, criar mecanismos que limitem a produção e a introdução de plásticos no mercado e, por outro, assegurar que aqueles que entram sejam reutilizados e, por fim, reciclados.

“Com vista à redução da produção de plásticos deve-se desde já permitir apenas a utilização de louça reutilizável nos estabelecimentos de restauração, sejam cafés, restaurantes, bares, discotecas, ou outros similares, salvo as exceções devidamente determinadas na lei, como por exemplo, o serviço de refeições distribuído aos pacientes acamados nos hospitais ou o serviço de ‘catering’ nos aviões”, exemplifica.

E, por outro lado, devem também serem realizadas ações de consciencialização junto dos produtores, distribuidores e consumidores, para que estes privilegiem o uso de produtos reutilizáveis e não de uma única utilização.

Neste caso Pedro Neves realça a importância da ação junto dos mais novos.

“A sensibilização tem de começar nas escolas, com as nossas crianças que poderão ter uma consciencialização diferente para este problema e, a partir daí, permutar para os pais”, defendeu.

Refira-se que se consideram como plásticos descartáveis objetos como os copos de plástico, as palhinhas, os talheres de plástico, entre outros.

Pedro Neves referiu ainda que na Região a restauração parece estar menos motivada para mudar os hábitos, em comparação com o que acontece no resto do país, ainda que em festas organizadas por autarquias já se veja uma alteração “significativa e muito positiva”.

“Em comparação de valores, aqui nos Açores a restauração usa mais plásticos do que na maioria do continente, muito provavelmente por causa do canal HORECA que dá muito esses suprimentos à restauração”, destacou.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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