Economia

Processo de construção do navio de passageiros volta ao início

  • 20 de Outubro de 2018
  • 33 Visualizações, Última Leitura a 27 Junho 2019 às 00:13
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Governo regional decidiu excluir as três propostas apresentadas e vai lançar novo concurso para conceção e construção do navio.

O diretor regional dos Transportes, Luís Filipe Melo, anunciou ontem, em conferência de imprensa, que as três propostas apresentadas ao concurso para a conceção e construção de um navio RO-RO com capacidade para 650 passageiros e 150 viaturas, foram excluídas.

O Governo Regional pretende lançar, em breve, novo concurso, mantendo as peças do procedimento com alguns ajustamentos apenas, com o objetivo de poder assinar contrato em julho/agosto do próximo ano e ter o barco pronto a operar em março de 2021 (cumprindo o prazo de construção estabelecido de 580 dias).´

Recorde-se de que, de um total de cinco candidaturas, tinham ficado pré-qualificadas três empresas, que em março deste ano foram convidadas a apresentar as suas propostas.

Deste modo, em maio foram entregues propostas pela Astilleros Armon Gijon, S.A. com um preço de 47,5 milhões de euros; a Hijos de J. Barreras com um preço de 59 milhões de euros; e a Amedeo Resources PLC e Taizhou Kouan Shipbuilding CO Ltd, em agrupamento, com um preço de 43,5 milhões de euros.

O presidente do júri do concurso, José Manuel Monteiro da Silva, justificou as razões pelas quais, concluída a análise das propostas este mês, foi proposto ao governo regional excluir todas as propostas. Deste modo, adiantou, num dos casos a proposta devia ter sido apresentada pela Astilleros Armon S.A., uma vez que foi esta a empresa pré-qualificada, mas foi a Astilleros Armon Gijon S.A. que efetivamente apresentou a proposta.

Já a proposta da Hijos de J. Barreras, para além de conter diversas irregularidades na documentação técnica, apresentou um preço superior ao máximo previsto no caderno de encargos ( que era de 48 milhões de euros), enquanto a proposta do agrupamento constituído pela Amedeo Resources PLC e Taizhou Kouan Shipbuilding CO, LTD, além de ter sido apresentada fora do prazo, continha diversas irregularidades na sua documentação técnica.

Ontem, o diretor regional dos Transportes, Luís Filipe Melo, sublinhou que a expectativa do governo regional “é que, ao relançar o processo, haja novamente interessados, inclusivamente destes que agora foram excluídos, e que o concurso seja bem sucedido, com um adjudicatário”.

Confrontado com a posição da direção da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores que considera que a Região não devia comprar o navio, Luís Filipe Melo afirmou que “a Câmara do Comércio tem a sua opinião e o Governo Regional tem a sua, e é para prosseguir”, acrescentando que é uma decisão tomada “com base em estudos de viabilidade e análises de custo/benefício que eventualmente serão agora atualizados - aliás, não poderia ser de outro modo, porque é um investimento escrutinado pela União Europeia”, tendo em conta que será financiado por fundos comunitários.

“Pretende-se alcançar aquilo que hoje não temos: movimentar carga e passageiros durante todo o ano entre os três grupos, e com isso dinamizar o mercado interno que venha a resultar em benefício da economia, e benefício das pessoas”, sublinhou.

E, como ressalvou o diretor regional, depois de construído o navio, “se houver algum privado que tenha interesse em explorar o navio, terá a oportunidade de se apresentar para essa exploração”, explicou, admitindo ainda que “o transporte marítimo é, por definição, deficitário” e que “é por isso, que está sujeito a obrigações de serviço público e tem compensações”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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