Economia

Agência Moody’s melhora ‘rating’ dos Açores e Madeira

  • 18 de Outubro de 2018
  • 73 Visualizações, Última Leitura a 24 Junho 2019 às 21:34
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Moody’s melhorou os ‘ratings’ atribuídos aos Açores, de ‘Ba2’ para ‘Ba1’, e à Madeira, de ‘B1’ para ‘Ba3’, e reviu em baixa a perspetiva para ambas as regiões autónomas de positiva para estável.

A agência de notação financeira Moody’s melhorou os ‘ratings’ atribuídos aos Açores, de ‘Ba2’ para ‘Ba1’, e à Madeira, de ‘B1’ para ‘Ba3’, e reviu em baixa a perspetiva para ambas as regiões autónomas de positiva para estável.Numa nota de análise divulgada na terça-feira à noite, a Moody’s justifica a subida de ‘rating’ com a redução do “risco sistémico” associada ao “fortalecimento do perfil da dívida soberana de Portugal” (já traduzido numa melhoria do ‘rating’ do país de ‘Baa3’ para Ba1, na última sexta-feira) e à consolidação orçamental e do crescimento económico do país, que “contribuiu para fortalecer o perfil de crédito das duas regiões autónomas”.

Adicionalmente, a agência de notação aponta a “elevada probabilidade da atribuição de apoios por parte do Governo central às duas regiões autónomas”.

Quanto à deterioração, de positiva para estável, da perspetiva para os Açores e para a Madeira, a Moody’s diz que traduz a expectativa de que os dois governos regionais “vão beneficiar de receitas fiscais mais elevadas e de transferências adicionais por parte do Governo central à medida que o desempenho da economia portuguesa for melhorando”, assim como a perspetiva de que o saldo da dívida de ambas as regiões “continuará a manter-se muito alto”.

Por outro lado, a perspetiva estável fica em linha com o ‘rating’ de Portugal, revisto em alta pela agência na passada sexta-feira para ‘Baa3’, com perspetiva estável.

Para a Moody’s, a melhoria do ‘rating’ de Portugal “reflete-se também a nível regional, dada a forte correlação entre os riscos de crédito” das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e o Governo central, “refletido em ligações macroeconómicas, fatores institucionais e condições dos mercados financeiros”.

A agência nota ainda que a base de receitas de ambas as regiões autónomas “vão aumentar à medida que as perspetivas económicas do país se traduzirem gradualmente em receitas fiscais partilhadas mais altas e num aumento das transferências estatais para os respetivos governos regionais”, o que suportará o esforço de melhoria dos défices e dos resultados orçamentais das duas regiões.

“Por outro lado, embora os níveis de dívida regionais devem continuar a aumentar nos próximos dois a três anos, a Moody’s acredita que o rácio líquido direto e indireto da dívida sobre o rendimento operacional das duas regiões deverá diminuir, à medida que a economia de Portugal continue a melhorar”, acrescenta.

No caso dos Açores, a agência de notação refere que a melhoria do ‘rating’ de ‘Ba2’ para ‘Ba1’ “reflete as expectativas de que o elevado nível de dívida líquida direta e indireta vai diminuir em 2018 para cerca de 205% das receitas operacionais, face aos 215% de 2017”, na sequência do expectável aumento dos rendimentos operacionais.

Adicionalmente, a Moody’s diz acreditar que o saldo bruto operacional dos Açores vai subir em 2018 e nos anos seguintes, ajudando a região a reduzir o seu défice de financiamento de -7% do rendimento operacional de 2017.

No futuro, a Moody’s faz depender uma eventual revisão em alta dos ‘ratings’ dos Açores e da Madeira de melhorias nas respetivas ‘performances’ fiscal e financeira e de um fortalecimento do perfil de crédito de Portugal, que se traduza numa subida do ‘rating’ do país e consequente redução do risco sistémico para as regiões autónomas.

Pelo contrário, uma degradação do ‘rating’ de Portugal, indicativa de um possível enfraquecimento do apoio do Governo central às regiões autónomas ou de uma deterioração dos respetivos desempenhos fiscais, poderá motivar uma revisão em baixa dos ‘ratings’ dos Açores e da Madeira.

Em nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social do executivo regional, o vice-presidente do Governo dos Açores reage com satisfação com a nova notação da agência financeira Moody’s, salientando que a subida do ‘rating’ da Região confirma a “solidez e o equilíbrio” das finanças públicas regionais.

“Efetivamente, mais esta melhoria do ‘rating’ da Região evidencia e confirma aquilo que temos vindo sempre a afirmar sobre a solidez das finanças públicas regionais, o equilíbrio das finanças públicas da Região, que é agora reconhecido pela agência de notação internacional”, afirmou Sérgio Ávila.

Destacando que a nova classificação permite que os Açores tenham o nível máximo de classificação de uma Região Autónoma face ao país, de acordo com as regras da Moody’s, o governante salientou que representa “a evolução positiva ao longo dos últimos anos de melhoria do ‘rating’ da Região”.

Neste contexto, destacou que representa um reforço da confiança e da certificação internacional da situação das finanças públicas dos Açores e é também “um contributo para facilitar ainda mais o acesso ao financiamento, quer por parte da Região, quer por parte de todas as entidades públicas e privadas regionais”.


Fonte: Lusa

 

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