Economia

Associar nome da SATA à promoção dos Açores prejudica Região

  • 18 de Outubro de 2018
  • 22 Visualizações, Última Leitura a 16 Novembro 2018 às 12:36
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Anúncio realizado esta semana de que os aviões da Azores Airlines serão “cartão-de-visita da Região” motiva crítica dos empresários
O presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) criticou a associação do nome da SATA à promoção do destino Açores, defendendo que esta poderá prejudicar o turismo na Região.

“Associar o nome dos Açores à SATA nas circunstâncias atuais pode ser uma situação que, em vez de beneficiar, prejudique a imagem do arquipélago, uma vez que as pessoas são sensíveis à qualidade do serviço e a tónica da SATA nos últimos tempos não é o que queremos transmitir como imagem dos Açores”, afirmou Mário Fortuna.

O representante dos empresários referia-se às declarações da secretária regional dos Transportes e Obras Públicas, que na segunda-feira - na cerimónia de batismo do segundo Airbus A321neo da Azores Airlines - afirmou que os aviões da companhia passarão a servir como cartão-de-visita da Região, contribuindo assim para a divulgação e promoção das ilhas.

“O grande objetivo passa por suscitar a curiosidade, em terra e no ar, em descobrir o local que dá nome ao avião e visitá-lo”, afirmou Ana Cunha, acrescentando: “Começamos por Sete Cidades, o nome de um dos locais mais simbólicos dos Açores e cuja lagoa foi eleita como uma das Sete Maravilhas (Naturais) de Portugal”.

Mário Fortuna reagiu a estas declarações defendendo ser necessário melhorar o serviço da Azores Airlines antes de a associar à promoção turística.

“Será que queríamos atribuir à SATA a Marca Açores neste momento? De momento não nos parece que cumpra os critérios, mas esperamos que venha a consegui-lo”, disse.

O representante dos empresários lembrou ainda que os problemas na companhia aérea já se arrastam há vários anos.

“Não é prudente fazermos esta associação enquanto a empresa não estiver numa situação de operação normal sem os problemas que marcaram a sua operação nos últimos anos”, acrescentou.

Mário Fortuna realçou mesmo que no mercado norte-americano estes problemas têm tido reflexos negativos.

“No mercado norte-americano têm sido recorrentes os episódios com passageiros insatisfeitos”, afirmou, revelando: “Pela primeira vez recebemos na Câmara do Comércio um passageiro norte-americano a chamar a atenção para os problemas do desempenho da companhia pelo incumprimento de horários e pela qualidade de serviços”.

Nesse sentido, frisou que o valor que está gerado pelo turismo na Região está em grande parte a ser anulado pelo contributo negativo da SATA.

“O turismo está a gerar resultados positivos, mas os 38 milhões de euros de resultados negativos da SATA num semestre vão rivalizar com estes resultados”, destacou.Por outro lado, lamentou as opções erradas a nível da frota ao longo dos últimos anos.

“Houve opções erradas, como a da compra do A330, que puseram a operação em causa. O desempenho efetivo da operação revelou que era uma opção errada que deve ser revertida de forma a voltar à normalidade. Porque o que menos se precisa na SATA é de operações que não batam certo, uma vez que os resultados são de tal ordem negativos que não são comportáveis”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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